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PRIO, Petrobras e Brava: petroleiras sobem após fracasso nas negociações EUA-Irã

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
PRIO, Petrobras e Brava: petroleiras sobem após fracasso nas negociações EUA-Irã

As ações de petroleiras operavam com forte valorização nesta segunda-feira (13), acompanhando a disparada dos preços do petróleo após fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã e ameaça de Donald Trump, presidente dos EUA, de fechar o Estreito de Ormuz.

Os papéis da Petrobras tinham ganhos entre os nomes mais líquidos: Petrobras ON (PETR3) subia 1,85%, a R$ 55,00, enquanto Petrobras PN (PETR4) avançava 2,06%, para R$ 50,04.

Entre as empresas independentes, PRIO (PRIO3) tinha melhor desempenho, com alta de 3,02%, negociada a R$ 69,69, enquanto a PetroRecôncavo (RECV3) subia 1,47%, a R$ 14,51. Brava (BRAV3) registrava alta de 2,07%, a R$ 22,22.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio operava em alta de 7,15% (US$ 6,90), a US$ 103,47 o barril. Já o Brent para junho subia 6,60% (US$ 6,28), a US$ 101,48 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

“A reação do mercado hoje é interessante porque tudo está um pouco mais fraco, os rendimentos um pouco mais altos, mas não despencando como vimos há algumas semanas”, disse Lauren van Biljon, gestora sênior de portfólio da Allspring Global Investments, que administra US$ 628 bilhões em ativos.

“Eu me pergunto se isso apenas indica que os mercados foram bastante realistas em relação às negociações do fim de semana. Sempre foi improvável que conseguíssemos algo abrangente e acordado na primeira rodada de negociações, e obviamente não conseguimos.”

Neste domingo, Donald Trump, determinou o bloqueio total do Estreito de Ormuz. Ele afirmou que o Irã está praticando “extorsão” com os líderes mundiais. Segundo o presidente americano, “a maioria dos pontos foi acertada, mas o único que realmente importava, o da energia nuclear, não.”

Em resposta ao presidente americano, autoridades iranianas disseram que vão manter o controle da rota e que não cederão a ameaças. O primeiro reflexo foi sentido ainda no domingo, 12, com o preço do barril de petróleo passando dos US$ 100 o barril. O choque em energia deve ter efeitos diretos sobre a inflação e a atividade econômico – ainda mais se o Exército americano cumprir a promessa de bloquear todos os portos iranianos a partir das 11 horas (de Brasília) desta segunda-feira, 13.

Especialistas apontam que o agravamento da crise no Oriente Médio, com a interrupção de uma das principais rotas do petróleo no mundo, pode encarecer combustíveis, pressionar cadeias produtivas e expor fragilidades do Brasil, sobretudo pela dependência de diesel e fertilizantes.

Dados da Bloomberg mostram que, diante do fracasso nas negociações, petroleiros já têm evitado passar pelo estreito.

Como a guerra no Irã afetou o mercado
AtivoPreço 27/02Preço 13/04Variação (%)
Petróleo WTI (US$)67,02104,2055,48%
Petróleo Brent (US$)72,48102,4741,38%
Ibovespa (pontos)188.787197.3244,52%
PETR4 (R$)39,3349,0324,66%
S&P 500 (pontos)6.878,886.816,89-0,90%
Última atualização: 13/04/2026 09:08  

(Com Reuters e Estadão)

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