O gás de cozinha na Bahia registrou o maior reajuste desde que a Acelen assumiu a operação da Refinaria de Mataripe, em dezembro de 2021. O aumento de 17,5% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido às distribuidoras passou a valer no domingo (1º) e deve provocar uma alta de R$ 12 a R$ 15 no botijão para o consumidor final.
A informação foi confirmada por Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas). Segundo ele, o reajuste de novembro supera todos os demais aplicados desde a mudança no controle da refinaria.
Este é o sétimo reajuste do produto somente em 2026. Ao longo do ano, o preço alternou períodos de alta, queda e estabilidade, mas o novo aumento é a maior variação positiva do período.
Histórico de reajustes em 2026
De acordo com dados do setor de revenda, o preço do gás de cozinha variou da seguinte forma ao longo do ano:
- Janeiro: aumento de 2,38%
- Fevereiro: redução de 4,19%
- Março: estabilidade
- Abril: aumento de 15,2%
- Maio: aumento de 4,3%, absorvido pelos revendedores, sem repasse integral aos consumidores
- Junho: aumento de 9,59%
- Julho: redução de 6,8%
- Agosto: redução de 7,1%
- Outubro: aumento de cerca de 9%
- Novembro: aumento de 17,5%
Apesar das oscilações, o reajuste de novembro ultrapassa todos os aumentos registrados no ano.
O que diz a Acelen
Em nota, a Acelen informou que o preço do GLP vendido pela Refinaria de Mataripe às distribuidoras passou de R$ 3.971,60 para R$ 4.664,90 por tonelada.
A empresa afirmou que sua política de preços leva em conta fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação cambial e os custos de frete. De acordo com a companhia, os valores podem oscilar para cima ou para baixo conforme as condições de mercado.
Com o novo reajuste, o setor de revenda espera que os consumidores sintam o aumento já nas próximas compras do botijão.

