Moradores de Alagoinhas, no interior da Bahia, amanheceram sem ônibus coletivos neste sábado (31). Os veículos permaneceram na garagem depois que os rodoviários decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Alagoinhas (Sindmetro) informou ao g1 que a categoria cobra o pagamento de salários e benefícios em atraso.
A operação do transporte público no município reúne aproximadamente 40 ônibus, contando os carros reservas, e 426 trabalhadores. Esse total abrange as áreas administrativa, de manutenção e operacional, esta última formada por motoristas, cobradores e despachantes.
Conforme o sindicato, os trabalhadores aguardam o ticket-alimentação e o plano de saúde. A entidade relata que a prefeitura tinha garantido a regularização dos pagamentos até sexta-feira (30), o que não se concretizou.
Em nota ao g1, o Sindmetro destacou que os atrasos já vinham sendo denunciados desde 21 de outubro, quando a categoria fez paralisações temporárias e recolheu os veículos.
Um dia depois, uma assembleia no terminal central de ônibus reuniu trabalhadores, passageiros e imprensa para comunicar a possibilidade de parar todo o sistema. Na ocasião, de acordo com o sindicato, os representantes afirmaram que essa decisão não seria tomada perto do período eleitoral.
Passadas as eleições, em 25 de outubro, sindicato, prefeitura e empresa responsável pelo serviço se reuniram. O Sindmetro conta que ficou combinado um prazo até sexta-feira (30) para que todas as pendências fossem solucionadas, mas isso também não aconteceu.
A entidade garante que a paralisação seguirá até que todos os direitos em aberto sejam quitados e regularizados.
O que diz a prefeitura
Em nota ao portal, a Prefeitura de Alagoinhas declarou que acompanha a paralisação e segue conversando com a concessionária e com o sindicato dos rodoviários em busca de saídas que permitam a volta do serviço.
Como medida emergencial, a administração liberou o funcionamento de táxis na modalidade lotação, cobrando um valor igual ao da passagem de ônibus. Os carros podem receber passageiros no Terminal de Transporte Coletivo e rodar pelos bairros, atendendo inclusive os pontos de ônibus.
A Secretaria Municipal de Mobilidade e Ordem Pública (SEMORP) acrescentou que continua monitorando as negociações e atuando como mediadora, com o objetivo de reduzir os transtornos para a população.

