A morte da cantora Julyana de Souza Pontes, conhecida como Mulher Banana e Garota X, aos 49 anos, mobiliza artistas do funk carioca. Ela foi localizada sem vida em sua residência na última sexta-feira (30), no bairro Engenho Pequeno, em Nova Iguaçu (RJ). A família confirmou a informação neste sábado (31).
De acordo com a sobrinha de Julyana, em contato com Uol, a artista teve morte súbita, o que está registrado no atestado de óbito.
A Polícia Civil (PC) do Estado do Rio de Janeiro informou que a 52ª DP (Nova Iguaçu) “foi acionada e investiga a morte de Julyana de Souza Pontes”. “O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para perícia. Diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do fato”, diz nota da PC.
Funkeiras lamentam
Nas redes sociais, artistas do meio musical prestaram homenagens. “Uma grande perda para o mundo do funk!”, escreveu Tati Quebra Barraco. “Nossa querida Mulher Banana nos deixou. Descanse em paz! Meus sentimentos à família, aos amigos e a todos os fãs. Que Deus conforte o coração de todos neste momento difícil”, completou.
MC Xuxú, parceira de Julyana em mais de uma música, definiu a artista como “uma travesti que fez história”. “[Julyana] abriu caminhos e ocupou espaços, mesmo em uma sociedade que ainda insiste em nos marginalizar. Sua irreverência, sua ousadia e sua existência fazem parte da história do funk e da resistência travesti brasileira. Que seu nome seja lembrado, respeitado e celebrado”, escreveu.
Quem foi Mulher Banana
Julyana despontou na música nos anos 2000, principalmente pela ligação com a equipe Furacão 2000, um dos nomes mais importantes na popularização do funk carioca. O grupo contribuiu para impulsionar a trajetória da cantora, lembrada pelo sucesso Mulher Banana, faixa que originou seu nome artístico.
Ela foi uma das pioneiras entre as mulheres trans a ganhar visibilidade no funk carioca. Sua atuação no gênero se tornou um marco de representatividade LGBTQIA+ em um meio musical historicamente com pouco espaço para artistas trans.
Longe dos palcos, Julyana era dedicada à causa animal. Cuidava de vários gatos e mantinha um “santuário” para os bichos.
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