Inovar dentro de uma empresa exige, cada vez mais, saber investigar problemas, interpretar dados e comportamentos, testar hipóteses e transformar conhecimento em soluções que funcionem na prática. É por esse motivo que cresce a busca por profissionais capazes de conectar pesquisa, inovação e negócios.
Nesse cenário, o mestrado profissional ganha espaço. Diferente de uma formação voltada apenas à produção acadêmica, ele permite que o profissional investigue questões que nascem da sua própria atuação e da realidade das organizações onde trabalha, aproximando a pesquisa dos desafios concretos do mercado.
Os números da economia criativa ajudam a dimensionar a demanda. Segundo o Mapeamento da Indústria Criativa 2025, da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o setor respondeu por R$ 393,3 bilhões em 2023, o equivalente a 3,59% do PIB brasileiro. O mercado criativo formal chegou a cerca de 1,26 milhão de profissionais, alta de 6,1% em relação a 2022, acima dos 3,6% de crescimento do mercado de trabalho como um todo.
A Bahia é um terreno especialmente fértil para essa discussão. Economia criativa, turismo, comunicação, indústria, tecnologia, cultura e empreendedorismo convivem no estado, que reúne diferentes vocações produtivas. A própria estratégia da ESPM Bahia reconhece a economia criativa e a inovação entre os setores que impulsionam o desenvolvimento regional.
É nesse contexto que se insere o Mestrado Profissional em Economia Criativa, Estratégia e Inovação, parte da oferta acadêmica da ESPM Bahia. O programa aproxima investigação acadêmica e desafios das organizações, formando profissionais aptos a produzir conhecimento aplicado em áreas ligadas à economia criativa, à estratégia e à inovação.
Soluções para problemas complexos
Para o coordenador do programa, João Luiz de Figueiredo, o foco está na aplicação do conhecimento. "O nosso programa é orientado para a solução de problemas complexos geradores de inovação e ganhos de competitividade para empreendedores e empresas; melhores políticas públicas para os governos; e melhoria de qualidade de vida para a população em geral", afirma.
Essa orientação já aparece na experiência de quem cursa o mestrado. Consultora de Branding Pessoal e Imagem, Renata Parreiras ingressou no programa em busca de compreender melhor a economia criativa e aprofundar temas ligados a branding e inovação. "Eu entrei buscando entender melhor a economia criativa e, ao mesmo tempo, aprofundar questões relacionadas a branding e inovação, e minhas expectativas estão sendo muito atendidas. Sinto que venho desenvolvendo bastante meu olhar analítico e minha capacidade de pesquisa, e consigo levar muito do que aprendo para o meu trabalho com branding e gestão de marcas", conta.
Os resultados também aparecem na carreira. Já no primeiro semestre, ela passou a lecionar na graduação, um de seus objetivos ao ingressar no mestrado, e teve dois artigos aprovados em congressos. "O que mais me encanta no mestrado é justamente a multidisciplinaridade. A gente convive com pessoas de áreas muito diferentes e essa troca amplia muito o repertório", destaca.
Para ela, a experiência se resume em três palavras: "multidisciplinaridade, pesquisa aplicada e repertório". Entre as maiores descobertas, Renata cita a confiança adquirida ao longo do processo: "Mesmo quando 'acho que não vou conseguir, eu consigo'. Ainda tenho muito a aprender, mas hoje tenho muito mais confiança no que sou capaz de fazer."
A multidisciplinaridade também aparece no perfil de PV Bispo, que atua com comunicação digital para perfis de instituições públicas, presta consultoria a políticos e ministra cursos na área. Para ele, o mestrado abriu uma perspectiva nova. "Estou gostando muito do curso porque ele está me levando para um lado da economia criativa a que eu não tinha tanto acesso. Eu fazia esse paralelo com o digital, mas não tinha a percepção que tenho hoje, principalmente buscando leituras e referências", afirma.
Segundo ele, é justamente essa conexão que o projeto de pesquisa explora. "As pessoas não associam diretamente a comunicação digital à economia criativa, então termina sendo um elo", explica.
O acompanhamento próximo da orientação é outro ponto de destaque. "Minha orientadora é uma professora de pesquisa, então é muito próximo. A gente tem reunião de 15 em 15 dias, online, e ela está muito presente me ajudando no processo", conta.
Nas duas trajetórias, o programa cumpre o que promete: aproximar a investigação acadêmica dos problemas reais de quem atua no mercado.
Serviço
Mestrado Profissional em Economia Criativa, Estratégia e Inovação - ESPM Bahia;
Inscrições: até 30 de novembro de 2026;
Início das aulas: 19 de fevereiro de 2027;
Duração: 4 semestres (480 horas / 32 créditos);
Formato do curso:
• Modalidade: presencial (sede ESPM Rio) com processos híbridos/HyFlex e vagas exclusivas para Salvador em parceria com a Rede Bahia.
• Horários das aulas: sextas-feiras (18h45 às 22h30) e sábados (8h às 16h30).
• Processo seletivo: inscrição com envio de documentos e pré-projeto, prova de inglês online e entrevista online;
Mais informações: https://www.espm.br/sobre-a-espm/nossos-campi/espm-bahia/.

