Marilene Saade, esposa de Stênio Garcia, 94 anos, respondeu às acusações feitas pelas filhas do ator, Cássia e Gaya Piovesan, na disputa judicial que envolve o artista. Em um vídeo longo publicado nas redes sociais no último sábado (3), ela negou que tenha afastado as herdeiras do pai e rejeitou a informação de que teria alterado o regime de bens da união.
Cássia e Gaya se manifestaram à Justiça no dia 28 de setembro e acusaram Marilene de contribuir para o isolamento de Stênio, segundo informações da jornalista Fábia Oliveira, do Metrópoles. As duas disseram ter perdido o contato com o pai e relataram que a madrasta teria impedido o acesso delas à casa do ator e dificultado a comunicação com ele.
As filhas também demonstraram preocupação com a influência de Marilene sobre Stênio e questionaram o regime patrimonial da união. Segundo elas, o regime teria sido alterado para separação total de bens, o que poderia trazer consequências para o patrimônio do artista. Cássia e Gaya pediram ainda que o pai seja ouvido reservadamente pela Justiça, sem a presença da esposa, dos antigos advogados ou dos atuais representantes legais.
Marilene afirmou que jamais afastou Stênio das filhas e que, pelo contrário, foi responsável por aproximá-los ao longo dos anos. "Eu fui a pessoa que uni", afirmou. A atriz contou que promovia encontros familiares e convidava Cássia e Gaya para viagens e confraternizações. "Eu que sugeri que elas fossem a Nova York, eu que sugeri que elas fossem a Las Vegas, eu que chamava para churrascos no sítio", declarou.
Ela também negou que o afastamento ocorrido a partir de 2019 tenha sido provocado por ela. Segundo Marilene, os problemas começaram depois que as filhas questionaram uma redução na mesada que recebiam do pai. "Elas começaram a infernizá-lo por causa da diminuição da mesada", afirmou. A atriz disse ainda que Stênio continuou procurando as filhas, o que contraria a versão de que ele teria simplesmente deixado de manter contato com elas.
Outro ponto contestado por Marilene foi a afirmação de que o regime patrimonial da união com Stênio teria sido alterado. Ela explicou que os dois não são casados no civil e que a união estável sempre foi estabelecida sob separação total de bens. "Eu não mudei o regime. Eu tenho união estável, não é um casamento no civil", declarou. Em seguida, reforçou: "Sempre foi, é e continuará sendo uma união estável com separação total de bens e cláusula de incomunicabilidade e impenhorabilidade".
A atriz afirmou que já tinha patrimônio familiar antes de conhecer Stênio e que a escolha pela separação total ocorreu por causa dos bens da própria família. "Antes mesmo de conhecer o Stênio eu já tinha apartamento no meu nome por causa do meu avô, enfim, coisas de família", explicou.
Entenda o caso
A manifestação de Marilene acontece no contexto de uma disputa judicial iniciada após um conflito envolvendo um apartamento em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O imóvel foi doado por Stênio às filhas quando elas ainda eram menores, mas o ator manteve o direito de usufruto vitalício.
De acordo com Marilene, Cássia e Gaya teriam alugado o imóvel sem o conhecimento e sem a autorização do pai. Ela afirmou que os contratos apresentados pela imobiliária no processo indicam locações entre 2018 e 2023. "Elas indevidamente, sem autorização legal, alugaram o imóvel que é de usufruto vitalício", disse.
Marilene rebateu ainda a alegação de que Stênio sabia da locação. Segundo ela, o ator só descobriu o que havia ocorrido anos depois. "Quando ele descobriu, em 2023, ele tentou se comunicar com elas", afirmou.
A atriz relatou que o advogado de Stênio tentou obter os contratos diretamente com a imobiliária, mas que a documentação só foi apresentada após determinação judicial. "Aí foi a grande apunhalada no Stênio", declarou, ao contar que o ator ficou abalado ao descobrir que as filhas também teriam participado da assinatura dos contratos.
Atriz diz ter provas
Durante o vídeo, Marilene afirmou possuir mensagens, áudios e documentos que, segundo ela, poderão comprovar sua versão. A atriz disse que parte do material deverá ser apresentada no processo e também poderá ser divulgada publicamente. "Vocês vão ouvir tudo através dos áudios, seja através do processo, seja através daqui", afirmou.
Ela voltou a negar qualquer interferência na relação de Stênio com as filhas e disse que pretende recorrer à Justiça caso as acusações continuem. "Eu talvez seja obrigada, sim, a processá-las, porque eu tenho provas, e quem tem provas tem tudo", declarou.
A disputa envolve ainda a representação legal de Stênio Garcia. Cássia e Gaya questionaram a atuação dos atuais advogados do pai e pediram que ele seja ouvido pela Justiça sem a presença de Marilene. Os representantes do ator, por sua vez, apresentaram documentos e um parecer psiquiátrico que concluiu pela capacidade de Stênio para os atos da vida civil.
Assista ao "De Hoje a Oito", podcast de entretenimento do Ibahia:

