Gabriella Saraivah estreou na televisão como a Miluce, uma das crianças acolhidas por Lucinda (Vera Holtz) no lixão de "Avenida Brasil" (2012). Quatorze anos depois, já fora do elenco da continuação que estreia em 2027, a atriz vive nos Estados Unidos (EUA) e divide a rotina entre a faculdade de Psicologia e os testes para novas produções audiovisuais.
"Estou no último ano de faculdade para me formar em Psicologia e estou trabalhando como terapeuta comportamental com crianças no espectro autista. Está sendo maravilhoso, porque estou fazendo o que amo, que é atuação, e aprendendo muito na psicologia, que também conversa com a atuação pelo comportamento humano", revelou Gabriella em conversa com o site Notícias da TV.
Hoje ela faz aulas de atuação em Los Angeles e continua fazendo testes, tanto para produções de Hollywood quanto brasileiras, já que as audições online permitem que ela participe de processos seletivos nacionais mesmo estando fora do país.
Além do cenário político delicado para imigrantes latinos nos EUA, a atriz aponta o sotaque como seu principal obstáculo nas seleções. "Muitas vezes, eles querem latinos sem sotaque ou latinos mais hispânicos. É difícil. Acho que o maior problema seria mesmo o sotaque. Eles querem sem sotaque, mas com aparência de latino. Complica um pouco", lamenta.
Relembre a carreira de Gabriella
Depois de Avenida Brasil, Gabriella viveu Tati em "Chiquititas" (2013) e voltou à Globo para "Além do Tempo" (2015) e a série "A Cara do Pai" (2016-2017). Também participou rapidamente de "Apocalipse" (2017), da Record, e de "Éramos Seis" (2019). Foi ainda protagonista de Tudo Igual... SQN (2022-2023), primeira produção original do Disney+ no Brasil.
Já nos Estados Unidos, a atriz também trabalhou como babá e motorista de aplicativo de entregas. Apesar de gostar de estar perto de crianças, ela conta que a escolha pela área de análise comportamental veio, a princípio, da necessidade de se firmar no mercado. "Eu sempre gostei muito de crianças, já cuidei de crianças. Quando comecei a fazer Psicologia, achei interessante começar a trabalhar na área cedo, já que, quando você acaba a faculdade, querem que você tenha experiência. Pesquisei em que áreas eu poderia atuar sem ter acabado o curso, e o ABA [sigla em inglês para Análise do Comportamento Aplicada] foi uma dessas opções. Eu me inscrevi e fui meio na sorte, não sabia se ia me dar bem ou gostar. Acabei gostando muito", assegura.
Com mais de 30 milhões de seguidores somados entre Instagram e TikTok, Gabriella também produz conteúdo para as redes sociais, mas garante que o retorno financeiro não acompanha o tamanho da audiência. "Não é muito. Viver nos Estados Unidos é bem caro, e eu também quero juntar dinheiro para comprar minha casa aqui. Tem que ralar muito, porque, pelo preço do dólar, acaba diminuindo bastante o valor", explica.
Assista ao "De Hoje a Oito", podcast de entretenimento do Ibahia:

