Os holofotes estavam todos para Anitta, mas ela não quis saber de rivalizar com ninguém. A cantora, nomeada nova Rainha de Bateria da Grande Rio para o Carnaval 2027, quebrou o silêncio em relação a um possível atrito com as musas da escola.
Durante a cerimônia realizada na quadra da Grande Rio em Caxias, Rio de Janeiro, Anitta encontrou Jaquelline Grohalski, uma das musas da escola, e fez questão de tirar o próprio nome de brigas relacionadas a ela e qualquer outra ocupante do cargo da agremiação.
"Eu não pedi pra vocês virem xoxadas não, hein", declarou Anitta para a campeã de "A Fazenda 15". "Meu amor, o brilho é seu. Tá louca?", declarou Jaque, que abraçou Anitta na sequência, afastando qualquer rumor de desavença com a nova rainha.
Desde a nomeação de Anitta como Rainha de Bateria, criou-se um clima de indefinição quanto às musas da escola, e rumores de que os nomes seriam mudados quase que por completo começaram a surgir. Em 2026, desfilaram nomes como Brunna Gonçalves, Tati Minerato, Adriana Bombom, Jaquelline, Mariana Goldfarb e Gardênia Cavalcanti.
A própria Brunna, esposa de Ludmilla, ficou envolvida em uma possível saída da escola por conta da briga que marcou a carreira das cantoras em 2019, por questões com os direitos autorais da música "Onda Diferente". A dançarina, no entanto, permaneceu na escola.
As musas da escola apareceram na cerimônia de coroação de Anitta, que também marcou a decisão do samba-enredo para o desfile de 2027. Além de Brunna e Jaquelline, Adriana Bombom, Mariana Goldfarb, Eduarda Gutierrez e Karen Lopes foram ao evento.
Quem é Eloína dos Leopardos, que coroou Anitta como Rainha de Bateria
Eloína de Souza tem 80 anos e é atriz, coreógrafa, produtora e transformista. Ela marcou história no Carnaval carioca ao se tornar a primeira Rainha de Bateria da história da festa do Rio de Janeiro, no ano de 1976.
Naquele ano, Eloína foi convidada pelo carnavalesco Joãosinho Trinta (1933-2011) para ocupar a posição na Beija-Flor, que não existia no formato atual e é alvo de tantas disputas e holofotes entre as famosas. A escola foi campeã do Carnaval daquele ano.
A artista permaneceu no cargo até 1978 e teria desistido por conta de diversas tentativas de ridicularização contra ela, além do amplo sucesso e concorrência para estar no papel.
Além da atuação na escola de samba, Eloína trabalhou como artista performática de Paris, na França, durante 30 anos entre idas e vindas, onde fez o próprio nome como mulher trans e artista transformista após lidar com repreensão da ditadura militar brasileira.
Ela mesma destaca o próprio legado nas redes sociais, afirmando que "Madonna, Liza Minelli, Galiano e Calvin Klein me adoram". Eloína também construiu carreira no teatro e cinema, com peças apresentadas em países como Portugal, Espanha, Itália e Estados Unidos. Chegou a ficar 14 anos em cartaz com o espetáculo musical "Divinas Divas", entre 2000 e 2014. Atualmente, trabalha como recepcionista no Bar da Dona Onça, em São Paulo.
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