A cerimônia de coroação de Anitta como Rainha de Bateria da Grande Rio ganhou um brilho ainda maior na noite deste domingo (20). Após polêmicas relativas à decisão de quem passaria a coroa para a cantora, a quadra da escola de Caxias, no Rio de Janeiro, recebeu Eloína dos Leopardos para a missão.
Acompanhada do affair Danilo Mesquita, Anitta chegou bastante animada e confessadamente ansiosa para receber a coroa que antes pertencia à Virginia Fonseca, Rainha da escola durante o Carnaval 2026.
A influenciadora, no entanto, teria sido "excluída" por Anitta do novo evento de coroação, que marca também a escolha do samba-enredo da Grande Rio para o Carnaval 2027. Segundo a assessoria de Virginia, a decisão teria partido de um pedido da própria Anitta.
"Virginia sempre foi extremamente presente, responsável e respeitosa em todos os compromissos assumidos na Grande Rio, com a passagem de coroa, não seria diferente. Houve uma exigência da próxima rainha para que a passagem de coroa não acontecesse, e a escola optou por acatar. Desde sempre, Virginia respeitou a soberania da escola e assim seguirá", disse o comunicado da equipe de Virginia. Já a Grande disse desconhecer a informação.
Assim, Anitta fez um pedido especial para a cerimônia de coroação dela na escola de samba e convidou Viviane Araújo, que possui uma grande história com o Carnaval, para passar a coroa nesse momento. O nome responsável pelo momento, no entanto, foi Eloína, segundo confirmou Walério Araújo, estilista e amigo da artista, que participou de "A Fazenda 17".
🚨 MEU DEUS! Anitta sendo coroada por Eloína dos Leopardos, considerada a primeira rainha de bateria travesti da história do carnaval brasileiro. pic.twitter.com/YfavCEls9d
— Rede Anitta (@RedeAnittaBRs) September 20, 2026
Quem é Eloína dos Leopardos?
Eloína de Souza tem 80 anos e é atriz, coreógrafa, produtora e transformista. Ela marcou história no Carnaval carioca ao se tornar a primeira Rainha de Bateria da história da festa do Rio de Janeiro, no ano de 1976.
Naquele ano, Eloína foi convidada pelo carnavalesco Joãosinho Trinta (1933-2011) para ocupar a posição na Beija-Flor, que não existia no formato atual e é alvo de tantas disputas e holofotes entre as famosas. A escola foi campeã do Carnaval daquele ano.
A artista permaneceu no cargo até 1978 e teria desistido por conta de diversas tentativas de ridicularização contra ela, além do amplo sucesso e concorrência para estar no papel.
Além da atuação na escola de samba, Eloína trabalhou como artista performática de Paris, na França, durante 30 anos entre idas e vindas, onde fez o próprio nome como mulher trans e artista transformista após lidar com repreensão da ditadura militar brasileira.
Ela mesma destaca o próprio legado nas redes sociais, afirmando que "Madonna, Liza Minelli, Galiano e Calvin Klein me adoram". Eloína também construiu carreira no teatro e cinema, com peças apresentadas em países como Portugal, Espanha, Itália e Estados Unidos. Chegou a ficar 14 anos em cartaz com o espetáculo musical "Divinas Divas", entre 2000 e 2014. Atualmente, trabalha como recepcionista no Bar da Dona Onça, em São Paulo.
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