A apresentadora Dona Déa, mãe do humorista Paulo Gustavo (1978–2021), emocionou o público ao revelar que viu o filho em três ocasiões após a morte, ocorrida em 2021 em decorrência da Covid-19.
Durante uma entrevista divulgada no canal Bora com Caio Fischer, no YouTube, na última quinta-feira (17), ela falou do espetáculo "Meu Filho é um Musical", em cartaz no Teatro Renault, localizado em São Paulo (SP), e aborta a trajetória do filho, e abriu o coração sobre a forte conexão que sente com o artista.
"Eu sinto ele muito próximo. Até tem momentos… Vou até confessar agora para vocês… Eu estava no Rio, fazendo a sessão, quando eu estou entrando para cantar, ele surge no palco e fica em pé na minha frente. Eu vi", afirmou ela, que integra a bancada fixa do programa "Domingão com Huck", da TV Globo, exibido aos domingos.
Em seguida, a artista compartilhou detalhes da experiência marcante. "Eu olhei assim, ele sorriu para mim. Aí eu fiquei meio tensa. Acho que o pessoal da música percebeu que estava acontecendo alguma coisa, eles deram introdução novamente e eu cantei. Mas eu vi ele na minha frente. E depois aconteceu mais uma vez. E depois mais uma. Três vezes isso aconteceu", relatou.
Questionada pelo apresentador se a aparição poderia ter sido um sonho, Dona Déa foi categórica ao descartar a hipótese. "Não! Eu estava no palco. Nesse momento em que eu entro, ele surge. Eu acho que todos nós que partimos e os que estão aqui, isso daqui é uma coisa só. Nós vivemos em um mundo espiritual, entendeu?", completou Dona Déa.
Veja a entrevista completa:
Dona Déa revela reação dos netos em peça sobre Paulo Gustavo: "Morreu"
Apresentadora do "Domingão com Huck" e mãe de Paulo Gustavo (1978–2021), Dona Déa Lúcia, 78 anos, compartilhou um momento tocante envolvendo os netos, os gêmeos Romeu e Gael, 6. Durante sua participação recente no programa "Sem Censura", da TV Brasil, apresentado por Cissa Guimarães, ela relatou como os pequenos, fruto da relação do humorista com o dermatologista Thales Bretas, reagiram ao assistirem a peça "Meu Filho é um Musical".
A matriarca detalhou a dinâmica da montagem teatral, explicando que realiza a abertura do espetáculo e retorna ao palco apenas no segundo ato. "Eles [Romeu e Gael] viram, entraram e assistiram ao primeiro ato. Acabou, foram falar comigo: 'Vovó, mas meu Deus, que coisa linda. Você está muito linda'. Deviam estar instruídos pelo pai (risos)", brincou durante a atração exibida na antevéspera do Dia dos Avós, na última sexta-feira (24).
Dona Déa contou que a família preferiu proteger os meninos da sequência mais dolorosa da apresentação. "Eles entraram para ver o segundo ato, mas depois eu saio e não volto para assistir, porque é a parte da partida dele [Paulo Gustavo], então eu não gosto de ver, e o Thales os tirou para eles não verem também", contou.
A decisão de Thales Bretas ao preservar os filhos no encerramento da peça deixou os garotos visivelmente incomodados. Ao chegarem ao camarim com "cara emburrada", eles surpreenderam a avó com uma declaração de profunda maturidade. "Falaram baixinho no meu ouvido: 'O papai [Thales] não deixou a gente ver, mas vovó, a gente sabe que o papai Paulo morreu. A gente podia ver, vovó'."
Acompanhando o sentimento das crianças, mas defendendo o cuidado com o bem-estar emocional deles, Déa respondeu com afeto: "Eu falei: 'Mas a vovó também não viu, porque a gente saber que ele está lá no céu nos vendo é uma coisa, outra coisa é a gente ver aquilo que é triste, ninguém gosta de ver'. Mas eles não se conformaram, queriam ver a peça toda. Eu acho que é meio pesado, embora a passagem seja muito linda", completou no programa da TV Brasil.
Veja o momento no programa:
Dona Déa relembrou a emocionante reação dos netos ao assistirem ao musical em homenagem a Paulo Gustavo: “Vovó, a gente sabe que papai Paulo morreu”. pic.twitter.com/FXGwMvkinC
— MattyBala 💜🐧 (@MattyBala) August 4, 2026
Paulo Gustavo morreu aos 42 anos, em 2021, em decorrência de complicações da Covid-19. Os herdeiros do artista com o médico Thales Bretas nasceram nos Estados Unidos (EUA), em 2019, frutos de um processo de fertilização in vitro (FIV) que utilizou duas gestações por substituição. Na época, o casal adquiriu óvulos de uma doadora anônima e gerou dez embriões, divididos entre o sêmen de cada um dos pais.
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