O apresentador Fausto Silva fez um desabafo sobre os quatro transplantes e o período de recuperação nos últimos anos. Ele conversou com Pedro Bial sobre o assunto, no "Conversa Com Bial" que foi ao ar na noite da última terça-feira (15), na Globo.
Faustão passou por um transplante de coração, dois de rim e um de fígado. Durante o bate-papo com o jornalista, ele afirmou ter confiado integralmente nos médicos para a recuperação da saúde. "Eu, que não tinha paciência para nada, fui doutrinado, ou melhor, adestrado, para ter paciência e resiliência", iniciou.
"Graças a Deus, confiei nos médicos certos e também na minha mulher, que me fez mudar bastante ao longo da vida. Não é a minha praia. Porque eu tenho que ficar dando palpite e querendo saber de tudo? Não sou formado em medicina pela internet. Eu já estava no bico do corvo. Então pensei: 'É melhor ficar quieto e seguir direitinho o que eles mandarem'", disse o apresentador.
Faustão ainda contou detalhes sobre a atual rotina após os transplantes. "Eu faço tai chi chuan (arte marcial e prática de exercícios corporais de origem francesa), musculação, fisioterapia. Eu fiquei muito tempo no hospital. E aí você fica com dor nas costas. E eu não tive um problema nos transplantes. Só os efeitos colaterais mesmo", revelou.
Ainda durante a entrevista, o apresentador comentou acerca das mais de três décadas que trabalhou na Globo e afirmou que o grande segredo da vida é a construção de um legado, como o que ele fez enquanto esteve na TV.
"Eu acho que o grande segredo da vida é um construir um patrimônio, e o patrimônio é família. É quando você deixa um legado. Por exemplo, durante esses 33 anos que eu trabalhei na Globo, eu deixei muitos profissionais que começaram comigo e estão hoje nos principais cargos de direção, e isso é legal. Você participar de uma profissão que você ajuda a melhorar o trabalho para todo mundo. E isso não é ser bonzinho, é ser inteligente".
Faustão descarta volta à TV
Para o futuro, Faustão descarta o retorno à TV como apresentador. "É melhor deixar um pouco de saudade para meia dúzia e alívio para muita gente. Trabalhei durante 64 anos e acho que fiz o que pude [...] Primeiro, é deixar algum legado na profissão. Segundo, é ver que não foi só 'quá-quá-quá', que teve alguma coisa relevante. Terceiro, é ter relações de amizade para valar. Isso, além da família, faz com que você tenha vontade de viver", encerrou.
Faustão: "Pensei mais em ficar do que em ir. Eu pensei bastante e sempre falei isso: 'no dia que eu parar, eu vou parar mesmo'. É melhor deixar um pouco de saudade pra meia dúzia e alívio pra muita gente. Trabalhei 64 anos. Acho que fiz o que eu pude".pic.twitter.com/shCjQfM5Wr
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) September 16, 2026
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