Onze trabalhadores foram resgatados de fazenda na cidade de Nazaré, no Recôncavo Baiano, onde viviam em condições análogas à escravidão. A ação foi feita por Auditores-Fiscais do Trabalho, vinculados à Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE). As informações são do g1 Bahia.
A fiscalização encontrou na propriedade casas de taipa que não tinham banheiros, água potável ou iluminação adequada para os trabalhadores. Para irem ao banheiro, os trabalhadores usavam um buraco improvisado e a água era levada de riachos.
De acordo com o portal, os trabalhadores chegavam a caminhar por uma hora de onde viviam até a plantação e até transportavam a produção de piaçava na cabeça, sem nenhum tipo de cuidado ou auxílio.
O pagamento, por sua vez, era feito apenas por produção, ou seja, eles precisavam trabalhar ao máximo para conseguir uma renda mínima, incluindo finais de semana e feriados. Nenhum deles tinha registro formal e também não tinham acesso à direitos básicos.
Após a fiscalização, os vínculos foram formalizados, com recolhimento dos direitos trabalhistas. Agora os trabalhadores terão acesso ao seguro-desemprego que é destinado para resgates do tipo. Ainda serão tomadas medidas administrativas aos responsáveis pela fazenda. A operação segue em andamento e o empregador também pode ser alvo do crime de submissão dos trabalhadores a condições análogas à escravidão.

