A cantora Roberta Miranda, 69 anos, usou suas redes sociais para fazer um forte e doloroso desabafo sobre a profunda mágoa e o sentimento de abandono que tem enfrentado. Conhecida por ser uma das pioneiras e maiores defensoras da presença feminina no universo sertanejo, a artista expressou sua total frustração ao não receber solidariedade ou qualquer palavra de apoio de colegas de profissão, em especial de mulheres e de nomes influentes da música, após vir a público relatar um dos episódios mais traumáticos de sua vida.
Visivelmente abalada, Roberta revelou que o silêncio daqueles que ela considerava amigos e aliados foi a maior decepção de sua trajetória. Recentemente, a cantora havia compartilhado em entrevista ao programa "Fantástico" que sofreu estupro na adolescência e que, anos depois, durante uma gravidez de cinco meses, foi vítima de uma nova tentativa de violência sexual. Ao reagir à agressão, ela recebeu um chute na barriga desferido pelo pai da criança, o que resultou na perda trágica do bebê.
A expectativa da artista era de que, após abrir o coração sobre uma dor tão profunda e pessoal, encontraria acolhimento, sobretudo entre as mulheres que sempre apoiou. No entanto, o cenário foi o oposto. "Essa falta de empatia com a minha história me retirou para sempre qualquer possibilidade de defender alguém do meu meio sertanejo por quem tanto lutei", declarou a cantora em seus stories no Instagram.
Sem citar nomes diretamente, mas apontando a hipocrisia de figuras públicas do meio — incluindo duplas e artistas de grande influência que lucram no cenário musical —, Roberta lamentou a desolação de não ver nem mesmo aquelas que se dizem "amigas" ou defensoras de pautas femininas se solidarizarem com o seu sofrimento. "Se puder fuzilar, fuzilam", desabafou.
Diante do episódio, Roberta Miranda afirmou que sua postura mudará drasticamente a partir de agora: "Não defenderei ninguém, não vou botar a minha cara para bater. O pau que dá em Chico dá em Francisco. Para eles mesmos que ofenderam a pessoa que eu gosto tanto e me solidarizei, é isso, gente. Pelo amor de Deus."
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