A mansão onde a icônica cantora Gal Costa (1945-2022) viveu seus últimos anos, localizada no Jardim Europa, em São Paulo (SP), foi vendida nesta semana por R$ 6,7 milhões. A transação, divulgada pela colunista Mônica Bergamo, marca um momento decisivo para o espólio da artista, que morreu em novembro de 2022, aos 77 anos, e pavimenta o caminho para o fim de uma disputa judicial que durava mais de três anos.
Quando o imóvel foi colocado à venda em outubro de 2024, o valor anunciado inicial era de R$ 10 milhões. Contudo, devido à ausência de compradores interessados naquele momento, a propriedade passou por sucessivas reduções de preço até ser negociada por quase um terço a menos.
Com a conclusão da venda, o montante obtido será repartido em partes iguais entre Gabriel da Costa Penna Burgos, filho de Gal, e Wilma Petrillo, viúva da artista. A expectativa é de que, após a divisão dos valores, o inventário seja finalmente encerrado.
Destino de carros, obras de arte e direitos musicais
O acordo entre os herdeiros não se limitou apenas à mansão de 390 m², que conta com três dormitórios, duas vagas de garagem e um projeto arquitetônico moderno de linhas retas cercado por verde.
Gabriel e Wilma também dividiram os valores arrecadados com a comercialização de dois automóveis que pertenciam à cantora, além de lucros obtidos com objetos e obras de arte do acervo pessoal.
No entanto, um ponto crucial foi definido para o futuro do legado artístico: os direitos relacionados à produção musical de Gal Costa ficarão exclusivamente sob a tutela do filho, encerrando o imbróglio.
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