William Pimenta Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, se pronunciou pela primeira vez após a condenação por importunação sexual, na noite da última quinta-feira (9). O empresário foi acusado de colocar a mão na calça e passar a mão no bumbum de uma mulher durante festa em 2023, após pedido de foto dela para ele.
Nos stories do perfil no Instagram, o irmão de Virginia negou o ocorrido e afirmou que nunca encostou na mulher. Ele ainda disse que ela seria "maldosa" e "queria alguma coisa de errado".
"Tem tanta coisa errada! Em primeiro lugar, nunca vai existir uma mão minha na bunda dela, porque eu nunca encostei na bunda dela e nunca fiz isso em toda a minha vida. Mas ela continua dizendo que eu botei a mão na bunda. O que aconteceu? Ela pediu para tirar foto comigo, botei a mão nas costas dela. Ela falou: 'Essa foto não ficou boa'. Pediu outra foto, tirei outra foto. As minhas mãos nas costas dela. Ela falou: 'Outra foto'. Tirei três fotos com essa menina", disse.
"Fui para um canto com um amigo. Ela voltou com uma menina filmando atrás dela e começou a xingar a minha mãe e a minha irmã do nada. Percebi que a menina era muito maldosa e queria alguma coisa de errado comigo. Ela sumiu porque eu não fiz nada. Ela queria que eu tivesse feito alguma coisa física com ela", completou o empresário.
A moça, por sua vez, afirmou ao g1 que não reagiu ou chamou os seguranças porque já havia passado por um episódio de violência no passado e ficou sem reação. Ela ainda disse que a namorada dela começou a gravar porque William teria importunado ela outras vezes.
Irmão de Virginia contraria denúncia: 'Importunado fui eu'
Ele seguiu o desabafo dizendo que se assustou com uma outra mulher gravando ele no local, que suspostamente seria a namorada da que pediu a foto. "Tomei um susto. Ela botou o rosto na minha frente, querendo pegar um beijo. Meteu o rosto dela na minha frente. Assustei e fugi. Na terceira vez falei para o meu amigo 'vamos embora porque essa menina está mal-intencionada'. Não é que ela volta de novo, com a mesma menina filmando, vindo para me abraçar? Tem um vídeo em que eu estou com os dois braços abertos. Ela queria um contato físico comigo", disse.
William, então, afirmou que ela começou a xingar Virginia e Margareth Serrão, mas ele "percebeu a maldade dela" e reiterou que tinham vários seguranças na festa, encerrando ao afirmar que o importunado teria sido ele.
"O mais louco da situação é que estava cheio de segurança no local. A pessoa que é importunada sexualmente, a primeira coisa que vai fazer é gritar para o segurança. Ela nunca fez isso. Estava preocupada só em gravar e mandou para o Leo Dias as gravações. Não está estranho para uma mulher que sofre importunação sexual não ter feito nada, não ter gritado e, de repente, o vídeo estar no Leo Dias, um vídeo em que eu não estou fazendo nada e ela está em cima de mim? O importunado fui eu", encerrou.
Veja os vídeos:
Defesa de William se manifesta após condenação
Também por meio dos stories no Instagram, o irmão de Virginia compartilhou nota oficial dos advogados de defesa após a condenação, onde afirmam que a decisão "não é definitiva" e que discorda da decisão da Justiça. Leia:
"A defesa técnica de William Pimenta Gusmão vem a público manifestar-se sobre a recente decisão proferida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Informamos que a decisão não é definitiva, pois trata-se do julgamento de um recurso dos assistentes de acusação. Embora a defesa respeite o entendimento dos Desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás, manifesta sua veemente discordância com a condenação, uma vez que o réu nega peremptoriamente a prática do fato que lhe é falsamente imputado. O Ministério Público, tanto em primeira instância, por meio do Promotor de Justiça quanto em grau de recurso, por meio do Procurador de Justiça emitiu pareceres favoráveis à absolvição de William Gusmão, constatando a flagrante ausência de provas e de materialidade delitiva. Diante da inocência do acusado e da contradição entre o resultado do julgamento e o entendimento no Ministério Público e da linha de defesa e considerando que a decisão não é definitiva, ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão utilizados dentro das possibilidades legais."
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