O cantor Gusttavo Lima se manifestou novamente após a polêmica envolvendo o cancelamento de sua apresentação em Surubim (PE), marcada para o último sábado (27). Após ser duramente criticado pelo prefeito da cidade, Cleber Chaparral (União-PE), que chegou a chamá-lo de “ladrão”, o artista refutou as acusações, classificando-as como “pesadas” e “injustas”.
Em entrevista ao Metrópoles, publicada na noite deste domingo (28), o sertanejo esclareceu que a ausência no evento ocorreu devido a uma intoxicação alimentar severa. Ele ressaltou que, mesmo debilitado por uma virose contraída durante a intensa maratona de shows do São João, chegou a se apresentar na sexta-feira (26) em Maracanaú (CE).
“Nunca cancelei um show na minha vida por motivo assim. Foram 10 shows seguidos, apresentações de duas horas, só eu no palco. Da quarta para quinta-feira comecei a passar mal. Quando cheguei a Fortaleza já estava cansado, com os olhos marejados e sem apetite. Acho que foi uma virose”, explicou o cantor.
Acusações de cárcere privado e devolução de valores
Além de refutar o termo “ladrão”, Gusttavo Lima denunciou uma situação grave ocorrida após a decisão de não subir ao palco. Segundo o artista, sua equipe foi impedida de sair da cidade, configurando, na visão de seu staff, uma restrição ilegal. “O cachê já foi devolvido. Ainda fizeram cárcere privado com a nossa banda e equipe. Estão saindo de lá agora. Isso é crime”, afirmou ao Metrópoles.
Para o cantor, a pressão para que artistas se apresentem a qualquer custo ignora a realidade biológica dos profissionais. Ele relembrou um episódio traumático de 2019, quando priorizou o público em detrimento de sua saúde. “Em 2019, cantei com um cateter em cada braço, tomando doses de adrenalina. Tinha 45 mil pessoas esperando. Custei a sair do palco e fiquei uma semana internado com salmonella.”
Medidas judiciais e desabafo
Inconformado com os ataques, Gusttavo Lima garantiu que buscará medidas legais contra o prefeito Cleber Chaparral. Ele defendeu sua trajetória de filantropia e lamentou a falta de empatia demonstrada pelo gestor municipal.
“As palavras ferem, destroem reputações. Todo mundo conhece o meu compromisso. Eu acho que já fiz mais pelo povo do que esse prefeito. Todo mundo conhece minha luta, minha preocupação com as pessoas e meu trabalho beneficente. Meus dois cachês de Barretos vão para o Hospital do Câncer. A gente faz um trabalho muito sério para alguém te ferir desse jeito. Está faltando empatia”, declarou.
O cantor também se emocionou ao rebater ofensas proferidas pela cantora Rafa Alyce BB, que utilizou termos de baixo calão ao se referir a ele após o cancelamento. Gusttavo enfatizou que sua família, especialmente sua falecida mãe, deve ser preservada. “Eu sou um cara público, mas a minha mãe tem que ser respeitada. Ela [a cantora] precisa lembrar que também é uma mulher e tem uma mãe”, concluiu.
O prefeito Cleber Chaparral não se pronunciou sobre as acusações de cárcere privado e após a devolução do cachê.
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