A atuação do árbitro mexicano César Ramos no confronto desta quarta-feira (24) entre Brasil e Escócia durante a Copa do Mundo 2026 reacendeu antigas tensões com a Seleção Brasileira. O juiz foi o responsável por anular o que seria o segundo gol da equipe, marcado por Vini Jr. após consultar o monitor do VAR e identificar uma suposta falta do atacante na origem da jogada. A decisão foi intensamente debatida pelos jogadores em campo.
Esta não é a primeira vez que o nome de César Ramos surge em meio a reclamações envolvendo o Brasil em Copas do Mundo. O árbitro foi o mesmo que apitou o empate em 1 a 1 na estreia da Seleção contra a Suíça, em 2018, na Rússia.
Naquela ocasião, a arbitragem foi alvo de duras críticas pelos brasileiros, especialmente pela validação do gol de empate suíço e por um pênalti não marcado em Gabriel Jesus. Na época, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) formalizou o descontentamento enviando um documento à Comissão de Arbitragem da Fifa para "manifestar estranheza" pela não utilização do árbitro de vídeo.
Quem é César Ramos?
Integrando o quadro da Fifa desde 2014, o mexicano possui um currículo extenso em grandes competições. Além de sua participação no Mundial de 2018, o árbitro comandou partidas importantes no Mundial de Clubes de 2017, incluindo a final entre Grêmio e Real Madrid. No ano passado, ele esteve presente em dois confrontos de peso no Mundial de Clubes: Atlético de Madrid x Botafogo e Benfica x Boca Juniors.
O juiz também é lembrado por um momento inusitado que viralizou durante a partida entre Benfica e Boca Juniors. Ao tentar expulsar o jogador argentino Figal, César Ramos acabou sacando, por engano, um objeto que parecia ser uma imagem religiosa. Segundo veículos de imprensa do México, tratava-se de uma representação da Virgem de Guadalupe, figura de profunda devoção no país de origem do árbitro.
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