A vitória convincente do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti, na última sexta-feira (19), pela segunda rodada da Copa do Mundo 2026, trouxe um sinal de alerta para a comissão técnica de Carlo Ancelotti. O atacante Raphinha precisou ser substituído ainda na etapa inicial após relatar dores na parte posterior da coxa direita.
O desconforto do camisa 11 ficou evidente aos 37 minutos de jogo, logo após o segundo gol marcado por Matheus Cunha. O atleta foi flagrado pelas câmeras levando a mão à região afetada com uma expressão de clara apreensão.
Em nota, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que o protocolo de recuperação foi iniciado imediatamente após a saída de campo:
"O atacante Raphinha sentiu dores no músculo posterior da coxa direita, no primeiro tempo da partida contra o Haiti. O jogador iniciou o tratamento e será reavaliado. Quando tivermos mais informações, avisaremos", informou a entidade.
O jogador será submetido a exames de imagem para determinar a extensão da lesão. A equipe médica da Seleção trabalha para identificar se haverá tempo hábil para a recuperação do atleta durante o restante da competição. Durante a coletiva pós-jogo, Ancelotti adotou cautela. "Temos que avaliar o Raphinha, agora não sabemos a gravidade da lesão", pontuou o treinador.
Histórico médico liga sinal de alerta
A cautela da comissão técnica se justifica pelo histórico recente do jogador. Em março deste ano, durante a Data Fifa, Raphinha apresentou problemas similares em um amistoso contra a França. Naquela oportunidade, o corte do compromisso seguinte contra a Croácia foi inevitável, resultando em um período de inatividade superior a um mês, com retorno aos gramados apenas em maio.
As alternativas no elenco
Caso Raphinha precise ser preservado, a disputa pela titularidade no setor ganha novos contornos. Contra o Haiti, Ancelotti optou pela entrada de Rayan. Sobre a escolha, o técnico explicou:
"Ele mostrou boa qualidade nos treinos e tem um perfil diferente do Raphinha. São pequenos detalhes táticos que determinam a entrada de um ou outro jogador", afirmou.
Além de Rayan, Luiz Henrique (Zenit) surge como um candidato natural, dada a experiência de dez jogos sob o comando do atual treinador. Endrick também integra o grupo, embora possua características distintas das exigidas para atuar fixo na ponta direita.
Fator Neymar
A lesão de Raphinha ocorre em um momento delicado, onde os olhos também estão voltados para a recuperação de Neymar. O camisa 10 intensificou os treinamentos com bola e deve aparecer na lista de relacionados para o duelo contra a Escócia, na próxima quarta-feira (24).
Contudo, a expectativa é que o retorno de Neymar seja cauteloso e gradual, considerando que o atleta não atua há mais de 30 dias. Com quatro pontos somados, o Brasil agora se prepara para este último desafio da fase de grupos, enquanto lida com o desafio de gerenciar o departamento médico às vésperas de uma partida decisiva.
Assista ao “De Hoje a Oito”, podcast de entretenimento do Ibahia:

