O clima de romance em "Coração Acelerado" ultrapassou as telas dos Estúdios Globo. Ramille, que dá vida à ambiciosa Cinara, confirmou que o entrosamento com o protagonista Filipe Bragança, o João Raul da novela das sete, resultou em um envolvimento fora das câmeras.
A atriz quebrou o silêncio do affair com o colega de elenco, mas ressaltou que a prioridade de ambos continua sendo a carreira. "Sou uma pessoa um pouco mais reservada. Gosto de focar no meu trabalho, mas estamos nos conhecendo. Só que ele, assim como eu, é bem discreto. Estamos focados no trabalho, e isso é o mais importante para a gente agora", revelou a artista em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo.
A conexão entre os dois, segundo ela, foi construída nos bastidores da atual produção. “Tivemos pouca troca antes da novela, mas o momento agora é de dedicação total ao projeto. Nos conhecemos mesmo em ‘Coração Acelerado’”, destacou.
Dualidade de Cinara e o peso da vilania
Além da vida pessoal, Ramille celebrou o sucesso de sua personagem, uma vilã que transita entre o humor e o drama, marcada pela relação complexa com a avó Nora (Virgínia Rosa). Para a atriz, o motor de Cinara é a ambição de deixar a cidade de Caturama.
"Não acho que a Cinara seja uma pessoa perdida. Eu a vejo como uma vilãzinha, sim. Ela passa por cima de quem for para conseguir o que quer, manipula, bota lenha na fogueira e espera o circo pegar fogo só para sair como a gloriosa que resolveu tudo. É uma mulher ambiciosa que não se enxerga no lugar onde está. Ela sente que Caturama é pouco para ela. O espelho dela é a Zilá (Leandra Leal), que saiu do mesmo lugar e se tornou poderosa".
Um ponto de destaque na trama é o uso de conhecimentos ancestrais e ervas por parte da personagem, algo que Ramille, que é umbandista, trata com extremo respeito e diferenciação de sua vida pessoal.
"Acredito que nada do que conquistei na vida foi por acaso. Não estou sozinha. Meus orixás e Deus estão comigo. Tive cuidado ao ver que a Cinara faz tudo errado. Ela tem a herança do divino da avó, sabe fazer as coisas porque cresceu ali, mas é prepotente e nunca se sentou para pedir os ensinamentos de verdade. Ela acha que a avó é burra por não monetizar em cima do bem que faz. Respeito muito a minha religião, então, não peguei tanto de mim para ela neste momento em que ela usa a magia para coisas não tão certas. Se houver uma virada e ela usar o sagrado da melhor maneira, para fazer o bem, aí com certeza a Ramille emprestará saberes".
Sotaque goiano e imersão sertaneja
Carioca, a atriz precisou de uma disciplina rigorosa para convencer como uma autêntica goiana. O laboratório incluiu levar o sotaque para a vida cotidiana e mergulhar em gêneros musicais que antes não faziam parte do seu dia a dia.
"Me dediquei muito no início com a minha preparadora. Me obriguei a falar com sotaque na minha vida pessoal, nos meus stories, em casa e no rolê com as amigas. Elas morriam de rir, mas precisei desta disciplina até que a fala ficasse natural e eu não precisasse mais pensar nisso em cena. Queria propriedade para que os goianos se sentissem representados efetivamente. Sobre o sertanejo, não era um gênero que escutava sempre, mas com a novela passei a ouvir Marília Mendonça e Maiara & Maraisa. São músicas muito boas, falam de amor. Uma delícia".
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