Todo ano, a atenção de diversas autoridades pelo mundo se volta para a COP, a conferência climática da ONU. Recentemente, a cúpula tornou-se ainda mais visada devido à ameaça crescente das mudanças climáticas.
Delegações de vários países se reúnem durante dias para discutir o que foi feito na área ambiental e quais serão as prioridades pelos próximos anos.
Neste ano, a Turquia sediará a COP31, mas a Austrália irá liderar as negociações. Em 2025, a COP30 aconteceu no Brasil e reuniu vários líderes mundiais.
O que é uma COP?
A COP é uma sigla para “Conferência das Partes”, uma reunião climática organizada pela ONU.
Ela é a principal plataforma multilateral do mundo para a governança climática global, pois é nessa reunião que metas climáticas são negociadas, compromissos são fortalecidos e a ação coletiva é impulsionada, segundo os responsáveis pelo evento.
A COP também é órgão decisório supremo da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima), que foi adotada em 1992 — na conferência que ficou conhecida como Rio-92, tendo sido realizada no Rio de Janeiro.
A primeira COP foi realizada em 1995.
A Presidência rotativa define a agenda da cúpula e trabalha ao longo do ano para mobilizar os governos em prol de ações e objetivos comuns.
Em seguida, o país sedia a cúpula, atraindo a atenção global para o tema e, ao mesmo tempo, oferecendo aos líderes nacionais a oportunidade de trocar ideias e cobrar responsabilidade uns dos outros.
Ao longo dos anos, as cúpulas se tornaram um importante centro de discussão geopolítica e financeira, projetando a ideia de uma “aldeia global” que acolhe todos os países, grupos da sociedade civil, empresas e financistas.
Quem são os principais participantes da COP?
A maioria dos países envia equipes para as negociações na COP. Frequentemente, as nações dialogam em grupos com interesses semelhantes.
Algumas das vozes mais proeminentes incluem a Aliança dos Pequenos Estados Insulares, que enfrenta uma ameaça existencial devido à elevação do nível do mar, e o bloco G77+China, de países em desenvolvimento.
O Grupo África e o Grupo Basic, composto por Brasil, África do Sul, Índia e China, também são influentes.
Os Estados Unidos, que abandonaram o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, deixaram para trás seu antigo papel de liderança. China, Brasil e outros países assumiram a responsabilidade de preencher esse vácuo.
O que acontece na COP?
O extenso campus da COP costuma ser um centro de intensa atividade, com ativistas tentando chamar a atenção para suas causas, enquanto empresas pressionam por mudanças nas políticas públicas e buscam acordos comerciais.
Durante a primeira semana da cúpula, os negociadores de cada país definirão suas prioridades e avaliarão as posições uns dos outros. Temas deverão começar a surgir, enquanto países e empresas anunciam planos de ação e compromissos de financiamento para projetos.
Na segunda semana, os negociadores costumam contar com a presença de ministros para debater as decisões finais, incluindo detalhes legais e técnicos.
As COPs raramente transcorrem sem problemas, com os países disputando acordos em benefício de seus interesses nacionais e estabelecendo linhas vermelhas.
Assim, as negociações podem estagnar e gerar animosidade.
Na reta final, os negociadores frequentemente passam a noite em sessões frenéticas em busca de compromissos. Os países então se reúnem novamente para aprovar as decisões – por consenso, não por unanimidade.
A sessão de encerramento, quando o martelo marca o fim da cúpula, quase sempre é adiada — às vezes por vários dias.
*com informações da Reuters
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