O MPSP (Ministério Público de São Paulo) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), em Campinas, no interior paulista, uma operação contra uma organização criminosa investigada por agiotagem e extorsão de ao menos 62 vítimas. O grupo concedia empréstimos fraudulentos utilizando imóveis dos devedores como garantia. Segundo a Polícia Militar, sete pessoas foram presas durante a ação, entre elas, um escrevente de cartório de notas.
De acordo com as investigações, os integrantes da organização utilizavam empresas de fachada e intermediários para dificultar o rastreamento dos recursos. O esquema envolvia fraudes contratuais e a ocultação de valores já pagos pelas vítimas, com o objetivo de executar as garantias e se apropriar dos imóveis. Ao todo, 18 das 62 vítimas perderam suas propriedades.
As investigações apontaram que o esquema envolvia mais de 50 imóveis e funcionava por meio de empréstimos particulares com garantia de propriedades. Os integrantes do grupo utilizavam fraudes contratuais para executar as garantias e se apropriar dos bens, mesmo quando as vítimas já haviam quitado parte ou a totalidade dos valores devidos.
Ao todo, a Operação Shylock cumpre 24 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva, além de haver o bloqueio, por ordem judicial, de R$ 4,68 milhões em bens e valores, sequestro de imóveis e afastamento cautelar de função pública.
Leia também: Operação mira grupo que movimentou R$ 32 mi com empréstimos e ameaças no RS
Equipes da Polícia Civil também atuam na operação.
A organização é investigada por agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o grupo possuía uma divisão de funções desde a captação de vítimas, até a negociação de empréstimos, formalização dos contratos, administração financeira, cobrança e ocultação dos valores.
*Sob supervisão de Manuella Dal Mas
Golpistas utilizam do medo para convencer vítimas; saiba como se proteger

