É inegável que, mesmo após 25 anos de sua estreia nos cinemas, “Harry Potter” continua movimentando gerações e conquistando espaço em diferentes produtos da cultura pop. Em meio à expectativa de uma série reboot do universo prestes a lançar, ainda há espaço para produções que exploram o universo mágico sob outras perspectivas. É o caso de “Harry Potter: Bruxos da Confeitaria”, que estreia sua terceira temporada nesta sexta-feira (6) e traz nostalgia aos fãs por meio das mãos de confeiteiros profissionais.
Comandado pelos irmãos James e Oliver Phelps, conhecidos por interpretarem Fred e Jorge Weasley nos oito filmes da franquia, o programa reúne chefs renomados em desafios que combinam técnicas culinárias, criatividade e referências à saga.
Em entrevista à CNN Brasil, os apresentadores destacaram como a terceira temporada amplia essa conexão. “Acho que o mais legal desta terceira temporada é que revisitamos cada um dos filmes, porque estamos celebrando os 25 anos dessa magia no cinema”, afirmou Oliver.
A competição ocorre nos cenários originais de filmagem, na Inglaterra, incluindo espaços emblemáticos como o Grande Salão de Hogwarts e a Plataforma 9¾.
Os participantes transformam referências da franquia em esculturas de açúcar, chocolate e outros ingredientes, algumas delas em tamanho real. O resultado são criações que buscam transportar os espectadores diretamente para o mundo dos bruxos, fazendo com que a confeitaria se torne uma espécie de extensão dos feitiços de Hogwarts.
Entre as surpresas da nova temporada, Oliver destacou uma representação de Fofo, o cachorro de três cabeças que aparece no primeiro filme.
“No primeiro episódio, temos de tudo, desde o Expresso de Hogwarts até o Fofo. E até mesmo a maneira como as meninas fizeram aquele cachorro de três cabeças, com expressões diferentes em cada uma delas, foi muito legal”, contou.
“Quando estávamos filmando, não tivemos nenhum contato com o cachorro de três cabeças. Mas vê-lo realmente ganhar forma, com todos aqueles detalhes, faz você perceber a criatividade das pessoas e como esse universo as inspira”, acrescentou.
James, por sua vez, revelou ter ficado impressionado com a complexidade das produções, especialmente considerando o tempo limitado para a execução dos desafios.
“Sem revelar muita coisa, há um dragão que cospe fogo em determinado momento. E você pensa: ‘Como eles conseguiram fazer isso em seis horas? Como vocês criaram uma coisa dessas?’. Acho que isso mostra que tudo é possível. Mesmo quando estamos falando de confeitaria, tudo é possível”, afirmou.
Nostalgia como ingrediente principal
Ao longo da produção, nomes como Bonnie Wright, Evanna Lynch e Warwick Davis, que interpretaram Ginny Weasley, Luna Lovegood e o professor Flitwick, respectivamente, participam da avaliação das criações e compartilham lembranças dos bastidores das filmagens.
Na primeira temporada, Evanna Lynch chegou a comentar como a atração proporcionava uma maneira nostálgica de retornar àquele mundo. Para os irmãos Phelps, esse sentimento permanece presente, mesmo após três temporadas.
“Acho que você consegue perceber certos elementos e como as pessoas os interpretaram”, explicou Oliver, ao comentar as diferentes maneiras pelas quais os participantes recriam cenas e criaturas da franquia.
Humor dos gêmeos Waesley continua vivo
James e Oliver levam para a competição uma dinâmica descontraída que remete diretamente aos personagens que interpretaram durante uma década. Conhecidos pelas brincadeiras e travessuras nos filmes, Fred e Jorge Weasley parecem encontrar uma extensão de seu humor na maneira como os atores conduzem os desafios.
Questionados pela CNN Brasil sobre o quanto dessa personalidade permanece com eles, os irmãos explicaram que a semelhança ocorre naturalmente.
“Não sei se diria que Fred e George ainda fazem parte de nós, mas nossas personalidades já são bastante parecidas com as deles”, disseram.
Segundo os apresentadores, o humor também tem uma função importante na competição, especialmente diante da pressão enfrentada pelos confeiteiros.
“Já existe muita tensão no programa. Temos pessoas colocando suas reputações em jogo, porque aquilo é o que elas fazem profissionalmente. Elas estão criando doces incríveis; são chefs extraordinários. Então, se podemos trazer um pouco de humor para aliviar essa tensão, é isso que fazemos”, explicaram.
Uma competição cada vez mais mágica
Na terceira temporada, o reality apresenta mudanças na dinâmica dos desafios. Desta vez, os competidores, que já participaram das edições anteriores, retornam em equipes de três integrantes, em vez de duplas.
A familiaridade com o ambiente e a ausência de eliminações nos primeiros episódios, para James e Oliver, contribuem para que os confeiteiros se arrisquem ainda mais nas criações.
“Acho que todos ficam um pouco mais tranquilos para realmente dar tudo de si. Normalmente, você consegue fazer as coisas muito melhor quando não está preocupado com a possibilidade de ser eliminado”, explicaram.

