A proposta de incluir o intervalo de almoço na jornada remunerada pode elevar em 12,5% o custo da mão de obra, segundo estimativa da economista Zeina Latif, da Gibraltar Consulting. O cálculo considera o pagamento de uma hora adicional por dia, equivalente a cinco horas semanais, tomando como referência a jornada de 40 horas.
“Realmente preocupa. Ainda mais diante da redução da escala já aprovada”, afirmou Latif ao CNN Money.
O projeto foi apresentado na quinta-feira (5) pela deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) e prevê que o intervalo de almoço, de até duas horas diárias, seja contabilizado como tempo de trabalho remunerado, sem redução salarial. A estimativa da economista considera apenas uma hora por dia.
A proposta surge após a promulgação da emenda constitucional que determina o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, também sem diminuição dos salários.
A mudança será implementada em duas etapas. A partir de 16 de dezembro, a jornada máxima será reduzida para 42 horas semanais, com dois dias de descanso. Após mais 12 meses, o limite cairá para 40 horas.
Segundo estimativa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a redução da jornada, por si só, pode elevar em 11,1% o custo do trabalho formal na indústria, com impacto estimado em R$ 88 bilhões para os empregadores.
Estudo: fim da escala 6×1 pode reduzir PIB, renda, empregos e empresas

