Empresas pagam, em média, R$ 1.080.42 a mais por passagem áerea comprada perto da data de embarque, em comparação com bilhetes adquiridos com 42 dias de antecedência. O levantamento é referente ao terceiro trimestre de 2026 e faz parte do Paytrack Index, da plataforma de viagens e pagamentos corporativos Paytrack.
O ticket médio por passagem aérea ficou em R$ 2.063,12 nas compras feitas 5,6 dias antes da viagem — 110% a mais do que as compras realizadas com 41,9 dias de antecedência, com valor médio de R$ 982,70.
O trecho Congonhas (SP) – Brasília teve o maior ticket médio, de R$ 1.578,92, um aumento de 33,1% em relação ao mesmo trimestre no ano passado. O valor, no entanto, foi um recuo de 19,4% em relação ao segundo trimeste deste ano.
Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, atribui o aumento às viagens associadas ao período eleitoral.
O levantamento também divide as compras de passagens aéreas corporativas em três perfis:
- Moderado: compra a passagem cerca de 15 dias antes do embarque; o valor médio foi de R$ 1.410,46;
- Ótimo: compra a passagem cerca de 42 dias antes; o valor médio foi 43,5% menor do que o Moderado, por volta de de R$ 797;
- Crítico: compra a passagem 5,6 dias antes do embarque; o valor médio foi 46,3% maior do que o Moderado, por volta de de R$ 2.168.
Dietze alerta para a evolução anual das tarifas em cada um dos perfis.
“O que chama atenção é que o ticket médio das passagens compradas na janela crítica subiu cerca de 20% na comparação anual, enquanto os demais perfis
registraram variações de apenas um dígito. Quando descontamos a inflação, o valor das passagens adquiridas na ‘janela ótima’ fica praticamente no mesmo patamar do
ano passado”, afirma.
O economista explica que a alta real está concentrada nas compras de última hora.
Custo médio de hospedagens também aumentou; alimentação caiu
O Paytrack Index apontou que o custo médio das diárias de hotéis para viagens a trabalho também aumentou: a alta foi de 15% desde 2022.
No terceiro trimestre de 2026, o valor chegou a R$ 404,14 — um aumento de 4,6% em relação ao mesmo período no ano passado. Já em comparação com o segundo trimestre deste ano, o valor, que antes era R$ 416,48, recuou 3%.
Segundo o levantamento, essa é a primeira vez que o ticket médio de hospedagem fica acima de R$ 400 por três trimestre seguidos. No entanto, o crescimento subiu em ritmo mais lento do que o das passagens aéreas.
São Paulo (SP) foi a cidade com a diária corporativa mais cara no trimestre, de R$ 543,95, seguida de Brasília, com R$ 503,69. Porto Velho (RO) foi a mais barata, com diária de R$ 241,21.
Já na linha contrária das passagens e diárias, os gastos com alimentação tiveram a maior estabilidade média. No terceiro trimestre deste ano, o ticket médio foi de R$ 74,48 — alta anual de 4,1%.

