A Malásia regionalizou as exportações de aves do Brasil colocando o raio de restrição apenas ao estado de Santa Catarina, onde quatro focos da doença de Newcastle em aves foram identificados. Agora, apenas o Uruguai mantém o embargo a todos os estados brasileiros.
A informação foi publicada pelo Globo Rural e confirmada pela CNN.
Além da Malásia, o México já havia feito a regionalização dos produtos. O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e o setor de exportação de aves tentam negociar com os uruguaios para seguir o mesmo entendimento que os outros países.
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Em nota, o Mapa afirmou que as tratativas estão em andamento e que o país já encaminhou até mesmo informações técnicas a pedido das autoridades do Uruguai
“Em relação ao Uruguai, único país do Cone Sul que ainda mantém restrições às importações de aves de todo o Brasil, houve avanços nas tratativas para o reconhecimento da regionalização sanitária. A pedido das autoridades uruguaias, o Mapa encaminhou informações técnicas atualizadas sobre o controle do surto e aguarda uma resposta”, diz o texto.
O presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Ricardo Santin, afirmou em entrevista ao Globo Rural que as regionalizações de países importadores da proteína brasileira diminuíram o prejuízo desta vez.
Na gripe aviária em 2024, quando ainda não havia o protocolo de regionalização, a perda foi de 163 mil toneladas, o equivalente a US$ 300 milhões. Segundo Santin, os cálculos deste ano mostram um prejuízo de 21 mil toneladas, em um valor de US$ 50 milhões.
Até o momento, o Mapa identificou quatro focos da doença de Newcastle no estado. O último foi anunciado nesta terça-feira (3), que afetou mais de 9 mil aves. Os três primeiros casos foram registrados em propriedades nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim.
Em relação aos três primeiros focos, o Ministério informou que todas as medidas sanitárias previstas já foram executadas. As propriedades envolvidas também se encontram em vazio sanitário, ou seja, permanecem sem alojamento de aves após a realização dos procedimentos de controle.
Em entrevista ao CNN Agro News, a Presidente da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), Celles Regina de Matos, os três primeiros focos estavam relacionados à mesma integradora e foram identificados na área de vigilância epidemiológica do caso inicial. O segundo foi registrado a três quilômetros do primeiro, enquanto o terceiro ficou a nove quilômetros. Todos os procedimentos sanitários previstos para essas propriedades já foram realizados.
As barreiras sanitárias de trânsito seguem em funcionamento e serão as últimas medidas a serem retiradas, segundo Celles. A desativação depende dos resultados dos exames pendentes e da avaliação das autoridades sanitárias.
Mesmo após o reconhecimento oficial do encerramento do foco pelo Ministério da Agricultura e pela defesa agropecuária estadual, as propriedades afetadas ainda precisam cumprir um período de vazio sanitário, sem alojamento de aves. O prazo mínimo é de 21 dias, mas, segundo a presidente da Cidasc, geralmente chega a cerca de 30 dias.
O Ministério da Agricultura informou ainda que mantém atuação conjunta com os órgãos estaduais de defesa agropecuária para controlar a ocorrência e proteger a avicultura nacional.

