⚡ Últimas

“Imposto do pecado”: entenda o que muda a partir de 2027

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
“Imposto do pecado”: entenda o que muda a partir de 2027

A MP (medida provisória) sobre o imposto seletivo, também chamado de “imposto do pecado“, foi publicada pelo governo na noite desta quarta-feira (4) após o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmar que o governo federal pretendia enviar o texto ao Congresso depois de se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O “imposto do pecado” deve incidir sobre os itens considerados prejuciais à saúde ou ao meio ambiente, com o intuito de desincentivar o consumo desses produtos.

Estima-se ainda que o governo irá arrecadar cerca de R$ 41,9 bilhões com o imposto seletivo em 2027, o que daria em torno de R$ 3,5 bilhões por mês aproximadamente.

A cobrança do tributo deve incidir sobre os seguintes produtos, a partir do ano que vem:

  • Automóveis de passageiros, veículos automóveis para transporte de mercadorias, mais leves que 5 toneladas (exceto caminhões), à combustão, híbridos e elétricos;
  • Veículos aéreos (exceto os espaciais e os não tripulados);
  • Embarcações com motor;
  • Charutos, cigarrilhas e cigarros;
  • Tabaco e produtos que contenham tabaco ou nicotina;
  • Bebidas alcoólicas;
  • Bebidas açucaradas;
  • Bens minerais.

Pequenos produtores de bebidas alcoólicas terão uma redução na cobrança do imposto a depender do tamanho de sua operação.

Esse tipo de imposto já existe nos Estados Unidos, por exemplo. Lá fora, ele é chamado de “Sin Tax” e possui variação estadual. Entre os principais produtos taxados pelo “Sin Tax” estão o álcool, produtos derivados de tabaco, doces e combustível.

Contudo, os críticos dessa medida nos Estados Unidos apontam para os efeitos controversos da cobrança.

A cobrança desse imposto deve iniciar a partir da noventena – prazo mínimo de 90 dias para entrar em vigor a partir da publicação da MP. Assim, a medida deve passar a valer a partir de fevereiro de 2027.

Para que o imposto entrasse em vigor em janeiro, a MP precisaria ter sido editada até o começo de outubro. 

O IS também vai substituir parte das arrecadações do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

No entanto, como haverá atraso para o início da cobrança, para compensar a frustração da arrecadação em janeiro por conta da regra da noventena, a Fazenda vai enviar uma outra proposta ao Congresso para prorrogar a cobrança do IPI aos setores que serão afetados pelo Seletivo.

De acordo com Durigan, a extensão do IPI deve valer apenas para o mês de janeiro.

Governo eleva preço mínimo e reajusta imposto sobre cigarros

“Imposto do pecado”: entenda o que muda a partir de 2027 — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado