Nesta quarta-feira (4), o contrato do café arábica para dezembro encerrou a sessão em queda de 1,48% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 2,79 por libra-peso. Segundo o site especializado Barchart, os preços do café arábica foram pressionados pela perspectiva de maior disponibilidade do produto brasileiro no mercado internacional.
O processo de classificação é necessário para que o café seja incorporado aos estoques certificados da bolsa. Dependendo do volume de produto recebido, a avaliação pode levar de uma a duas semanas ou até mais.
Com isso, a expectativa de entrada de novas sacas nos estoques oficiais aumenta a percepção de oferta disponível e contribui para pressionar as cotações.
Cacau
O contrato do cacau também para dezembro encerrou a sessão em alta de 0,78%, cotado a US$ 5.456 por tonelada. O principal fator de pressão foi o aumento dos estoques certificados, que vem ocorrendo de forma contínua desde o início do ano.
O avanço dos estoques reduz as preocupações dos investidores com a disponibilidade de cacau no mercado e contribui para limitar a recuperação dos preços.
Em contrapartida, a queda do índice do dólar para a menor cotação em cinco semanas favoreceu operações de recompra de contratos por investidores que apostavam na queda do cacau, movimento conhecido como cobertura de posições vendidas. Essa movimentação ajudou a sustentar uma recuperação parcial das cotações em Nova York.
Açúcar e Algodão
O contrato de açúcar com vencimento em março de 2027 encerrou a sessão em leve alta de 0,76%, cotado a 18,47 centavos de dólar por libra-peso. O algodão para dezembro encerrou em alta de 1,07%, precificado em 78,11 centavos de dólar por libra-peso.
O café é o novo cacau? Alguns esperam que o preço também despenque

