Uma Chevrolet S10 foi transformada em Papamóvel para a visita do Papa Leão XIV ao Peru. A General Motors desenvolveu duas unidades especiais da picape, com modificações estruturais e funcionais destinadas ao transporte do pontífice e de seus acompanhantes. O projeto foi conduzido pela engenharia brasileira e concluído em 24 dias, com participação da empresa Engesig, especializada na preparação de veículos especiais.
Os veículos foram preparados para atender às especificações técnicas do Vaticano, com soluções voltadas à segurança, à visibilidade durante os deslocamentos e à comunicação entre o Papa e o motorista. A transformação envolveu alterações na cabine e na caçamba, que passou a receber uma plataforma própria para acomodar os ocupantes.
Esta é a quarta participação da General Motors no desenvolvimento de veículos para visitas papais à América do Sul. A empresa já preparou Chevrolet Traverse para compromissos do Papa Francisco na Colômbia e no Peru, além de uma Chevrolet D-Max adaptada para a visita ao Equador.
A experiência acumulada em projetos anteriores foi utilizada para atender aos requisitos da nova operação, que mobilizou profissionais de engenharia, manufatura, personalização e logística. Na viagem apostólica do pontífice pela América Latina, uma rival também será usada: a Fiat Titano será o papamóvel de Leão XIV no Uruguai.
A principal mudança da S10 Papamóvel está na área traseira. A caçamba foi adaptada para receber um piso plano revestido com carpete, um assento destinado ao Papa e dois lugares para acompanhantes. O conjunto também inclui estruturas laterais para os profissionais de segurança.

Uma cobertura especial foi instalada sobre a plataforma. Desenvolvida com estrutura metálica e painéis transparentes, ela protege os ocupantes do vento e das condições climáticas sem impedir a visualização do pontífice pelo público.
O acesso à área traseira é feito por uma escada retrátil com acionamento elétrico. Corrimãos e reforços estruturais complementam o sistema, oferecendo pontos de apoio durante a entrada e a saída dos ocupantes.
A GM também desenvolveu um sistema que permite montar e desmontar a cobertura, facilitando operações de manutenção e preparação do veículo. A parte traseira recebeu iluminação específica, enquanto os componentes adaptados passaram por avaliações funcionais.

Um dos requisitos estabelecidos pelo Vaticano foi permitir comunicação direta entre o Papa e o motorista. Para atender à especificação, a engenharia desenvolveu uma abertura no teto acima da primeira fileira de bancos. A solução exigiu reforços na estrutura da cobertura para preservar a rigidez do conjunto. Segundo a fabricante, as alterações seguiram os parâmetros técnicos da General Motors e foram submetidas a verificações de funcionamento e segurança.
O projeto também contemplou ergonomia e organização do espaço interno, considerando a comunicação entre a cabine original e a plataforma instalada na caçamba. As duas unidades são idênticas e foram produzidas a partir da S10 fabricada no complexo industrial da GM em São José dos Campos, no interior de São Paulo.
A base mecânica dos Papamóveis é a Chevrolet S10 equipada com motor 2.8 turbodiesel. O conjunto entrega 207 cv de potência e 52 kgfm de torque, associado à tração 4×4 com reduzida. A S10 completa 30 anos de produção nacional e acumula mais de 1,2 milhão de unidades fabricadas, segundo a GM.


