Uma ala governista do Centrão já movimenta nomes para integrar o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo apuração do analista de Política da CNN Pedro Venceslau ao CNN 360°, os partidos estão apresentando indicações ao futuro governo, embora isso não signifique que todas as demandas serão necessariamente acolhidas.
De acordo com Venceslau, a prioridade do novo governo será acomodar o Centrão para garantir o mínimo de governabilidade, antes de lidar com as demandas internas do PT, das correntes de esquerda e dos demais aliados com ou sem mandato.
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PP e Republicanos apresentam candidatos ao ministério
No caso do Partido Progressista (PP), que mantém uma federação com o União Brasil, os nomes mais ventilados são os de Aguinaldo Ribeiro e Daniella Ribeiro.
Daniela foi eleita senadora, enquanto Aguinaldo é tio de Lucas Ribeiro, eleito governador da Paraíba. Lucas Ribeiro foi um dos poucos integrantes do Centrão que apoiou Lula e trabalhou pela neutralidade do partido durante o primeiro turno.
No segundo turno, o PP declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas a ala dissidente permaneceu ao lado de Lula.
Pelo Republicanos, o nome que tem surgido com mais força é o de Silvio Costa Filho, que já esteve à frente da pasta de portos e aeroportos no governo Lula.
Segundo Venceslau, ele é próximo do presidente e tem bom trânsito no Partido dos Trabalhadores, além de ter deixado um saldo positivo em sua passagem pelo ministério.
Outro nome indicado pela bancada do partido na Câmara dos Deputados é o do deputado Moses Rodrigues, do Ceará, estado considerado determinante para a vitória de Lula.
MDB e PSD também movimentam indicações
No MDB, a avaliação é de que Lula deve acolher Helder Barbalho como ministro.
Barbalho é um remanescente da ala governista do partido e foi um dos que se opuseram ao manifesto assinado pela maioria dos diretórios do MDB em favor de Flávio Bolsonaro no segundo turno, quando essa ala ficou mais isolada dentro da sigla.
Já no PSD, partido que foi o primeiro a negociar com Lula e ficou neutro no segundo turno, os nomes que circulam são os do deputado Antônio Brito, da Bahia, que foi líder da bancada, e de Alexandre Silveira, que segue como ministro de Minas e Energia e é cotado para permanecer no cargo.
A avaliação é de que o PSD teve papel relevante na eleição em Minas Gerais.
Eduardo Paes, aliado de Lula, também aparece nas discussões como um quadro de centro considerado importante e que pode contribuir em futuras eleições no estado do Rio de Janeiro.

