O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve os juros em 13,75% ao ano, conforme decisão publicada nesta quarta-feira (4). A decisão foi tomada de forma unânime entre os membros do colegiado.
No comunicado que acompanhou a decisão, o Copom evitou se comprometer com os próximos passos dos juros, citando que “seguirá acompanhando a evolução do cenário, para manter a restrição adequada de forma a assegurar a convergência da inflação à meta”.
O cenário observado pela diretoria do BC é de “taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”.
O movimento interrompe o ciclo de cortes na Selic deflagrado em março deste ano, quando a taxa básica estava em 15%, totalizando cinco reduções consecutivas.
A interrupção no alívio monetário era amplamente esperada pelo mercado em consequência da deterioração das expectativas para juros após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.
Desde o resultado, no último dia 25, o dólar subiu 9,46% – passando de R$ 4,98 na véspera do segundo turno para R$ 5,45 no fechamento desta quarta-feira.
Os agentes econômicos temem a continuidade de uma política fiscal expansionista, mas pregam cautela e observação dos próximos passos e sinais do governo.
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