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Sabalenka lidera ranking de atletas mais comercializáveis; veja brasileiros

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Sabalenka lidera ranking de atletas mais comercializáveis; veja brasileiros

A tenista Aryna Sabalenka lidera o ranking dos 50 atletas mais comercializáveis do mundo em 2026, divulgado pela revista SportsPro. A bielorrussa aparece à frente da esquiadora freestyle Eileen Gu, segunda colocada, e do jogador de basquete Giannis Antetokounmpo, que completa o pódio.

Entre os brasileiros, Vini Jr. e Neymar são os únicos representantes do futebol na classificação. O atacante do Real Madrid ocupa a 20ª posição, enquanto o jogador do Santos aparece em 24º lugar. A skatista Rayssa Leal, na 42ª colocação, completa a relação de atletas do país entre os 50 selecionados.

Aos 28 anos, Sabalenka se tornou a quarta mulher e a terceira tenista a alcançar a liderança do levantamento, criado em 2010. A atleta ampliou sua presença comercial nos últimos meses, com acordos que incluem marcas como Nike, Wilson, Audemars Piguet, Whoop e Stella Artois, além de parcerias recentes com Gucci e Emirates.

De acordo com os dados apresentados pela SportsPro, os ganhos totais da tenista chegaram a aproximadamente US$ 30 milhões em 2025, considerando premiações esportivas e receitas comerciais.

Vini Jr. e Neymar representam o futebol brasileiro

Vini Jr. é o brasileiro mais bem colocado na classificação. Para Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da ESPM, a posição do atacante pode não refletir toda a dimensão de seu potencial comercial.

“Vini Jr. é o brasileiro mais bem colocado no ranking da SportsPro, mas sua força comercial talvez seja ainda maior do que a posição sugere. Considerando o faturamento com endorsements e envergadura de seus parceiros comerciais, acredito que estaria no Top 3 mundial. Protagonista do Real Madrid e da Seleção Brasileira em ano de Copa, reúne marcas como Nike, Apple, LEGO, Prada e Unilever, Havaianas, Pepsi e outras, sem dúvida a primeira prateleira das maiores marcas do planeta”, explica Ivan Martinho, professor de marketing esportivo pela ESPM.

A presença de Vini Jr. e Neymar também evidencia a capacidade dos dois jogadores de alcançar públicos em diferentes mercados. Para Thiciana Simão, CEO e cofundadora da AdSports, a popularidade é apenas um dos fatores considerados pelas empresas na escolha de um atleta para representar uma marca.

“Popularidade chama a atenção, mas o potencial comercial de um atleta também depende da sua reputação, de quem ele alcança e da relação que constrói com esse público. O reconhecimento internacional de Vini Jr. e Neymar, por exemplo, permite que marcas ampliem sua presença em diferentes mercados. Para transformar esse alcance em resultado, é preciso entender se o atleta se conecta com o público que a marca quer alcançar e se o que ele representa está alinhado aos valores que essa marca busca transmitir. Quando essa conexão faz sentido, o patrocínio vai além da exposição: reforça o posicionamento da marca, fortalece a relação com os consumidores e cria oportunidades de negócio”, explica Thiciana Simão, CEO e cofundadora da AdSports, plataforma digital que conecta entidades, atletas e eventos esportivos a marcas interessadas em patrocínio.

A lista de 2026 também representa uma mudança em relação à edição anterior. Em 2025, Neymar ocupava a sexta posição, Rayssa Leal era a 12ª colocada e Vini Jr. aparecia em 14º lugar.

Além da queda dos três brasileiros que permaneceram entre os 50 primeiros, o levantamento deste ano não inclui Rebeca Andrade, Raphinha e Rodrygo, que figuravam na classificação anterior.

“O valor comercial de um atleta vai além dos resultados esportivos e do número de seguidores. As marcas procuram personalidades capazes de criar uma conexão com o público, com credibilidade e consistência. O desempenho abre portas, mas a construção de uma marca pessoal sólida amplia as oportunidades e ajuda a sustentar parcerias ao longo da carreira”, afirma Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports e especialista em marketing esportivo.

Tênis ganha espaço entre os atletas mais comercializáveis

Além da liderança de Sabalenka, o tênis teve outros representantes em posições de destaque. Carlos Alcaraz subiu da 18ª para a quinta colocação, enquanto Alexander Zverev ficou em oitavo lugar.

A lista também conta com Iga Swiatek, na 17ª posição; Naomi Osaka, na 21ª; Coco Gauff, na 32ª; Jannik Sinner, na 35ª; e Novak Djokovic, na 46ª.

Para Danilo Gaino, presidente da Federação Paulista de Tênis, a modalidade reúne características que favorecem a construção de vínculos comerciais entre atletas e marcas.

“O tênis tem uma característica muito interessante para o mercado: os atletas constroem uma relação com o público que combina desempenho esportivo, personalidade e histórias que vão além das quadras. A liderança de Aryna Sabalenka nesse ranking mostra a força comercial que a modalidade tem no cenário internacional e como o protagonismo das mulheres no esporte também se reflete nas oportunidades de patrocínio. Para o tênis brasileiro, esse movimento é importante porque amplia a visibilidade da modalidade e abre espaço para que marcas enxerguem o tênis como uma plataforma consistente de comunicação e relacionamento com o público”, afirma Danilo Gaino, presidente da Federação Paulista de Tênis.

No automobilismo, Charles Leclerc é o principal representante, na nona colocação geral. O piloto da Ferrari aparece à frente de Lewis Hamilton, que ocupa o 22º lugar, e Max Verstappen, na 48ª posição.

Leclerc também já havia sido o piloto mais bem colocado na edição de 2019 do levantamento da SportsPro.

“Existe uma diferença enorme entre ser famoso e construir uma marca forte. O Giannis é um ótimo exemplo disso. Sua história virou filme, sua trajetória conecta pessoas para além do basquete e isso gera um valor que não depende apenas do que ele faz em quadra. O Brasil produz ídolos esportivos o tempo todo, mas ainda explora pouco esse potencial. Falta entender que a história de um atleta pode ser tão valiosa comercialmente quanto suas conquistas”, diz Wagner Leitzke, Head de Desenvolvimento de Negócios (Business Development) da Agência End to End, empresa que faz a gestão de dezenas de clubes e busca conectar torcedores, marcas e entidades esportivas.

Basquete lidera em número de representantes

Na divisão por modalidades, o basquete é o esporte com mais atletas na lista, com 13 representantes. O futebol aparece na sequência, com 11 nomes, seguido por tênis e críquete.

O levantamento também aponta uma redução na participação feminina. Das 50 pessoas selecionadas em 2026, 16 são mulheres. Na edição anterior, eram 20 representantes.

“Este tradicional estudo é uma ótima forma de olharmos o mercado não só em métricas de volume e audiência, mas de construção de valor de marca. Quando você tem, ao mesmo tempo, esportes como tênis e automobilismo no topo ao lado de basquete e futebol, nota-se que os atletas que se tornam valiosos o fazem por operar nas principais vitrines dos EUA e grandes centros Europeus, num misto de visibilidade global, posicionamento premium e conexão com eventos presenciais bem equipados com experiências VVIP. Com essa visão conectada, de ecossistema de altíssimo valor agregado, estas indústrias potencializam as marcas das suas estrelas como verdadeiros impérios de relevância comercial”, ressalta Alexandre Vasconcellos, gerente regional da Flashscore no Brasil, com experiência em marketing esportivo, comunicação, inovação e ESG no mundo dos esportes.

Veja classificação completa do ranking

  1. Aryna Sabalenka (Belarus / tênis)
  2. Eileen Gu (China / esqui estilo livre)
  3. Giannis Antetokounmpo (Grécia / basquete)
  4. Erling Haaland (Noruega / futebol)
  5. Carlos Alcaraz (Espanha / tênis)
  6. Alysa Liu (Estados Unidos / patinação artística)
  7. Victor Wembanyama (França / basquete)
  8. Alexander Zverev (Alemanha / tênis)
  9. Charles Leclerc (Mônaco / automobilismo)
  10. AJ Dybantsa (Estados Unidos / basquete)
  11. Jalen Brunson (Estados Unidos / basquete)
  12. Sunisa Lee (Estados Unidos / ginástica artística)
  13. Shubman Gill (Índia / críquete)
  14. Cristiano Ronaldo (Portugal / futebol)
  15. Caitlin Clark (Estados Unidos / basquete)
  16. Karl-Anthony Towns (República Dominicana / basquete)
  17. Iga Swiatek (Polônia / tênis)
  18. Shohei Ohtani (Japão / beisebol)
  19. Kylian Mbappé (França / futebol)
  20. Vinicius Júnior (Brasil / futebol)
  21. Naomi Osaka (Japão / tênis)
  22. Lewis Hamilton (Reino Unido / automobilismo)
  23. Lamine Yamal (Espanha / futebol)
  24. Neymar (Brasil / futebol)
  25. Fernando Mendoza (Estados Unidos / futebol americano)
  26. LeBron James (Estados Unidos / basquete)
  27. Lionel Messi (Argentina / futebol)
  28. Sophie Cunningham (Estados Unidos / basquete)
  29. Alessia Russo (Inglaterra / futebol)
  30. Angel Reese (Estados Unidos / basquete)
  31. Jemimah Rodrigues (Índia / críquete)
  32. Coco Gauff (Estados Unidos / tênis)
  33. Nelly Korda (Estados Unidos / golfe)
  34. Alphonso Davies (Canadá / futebol)
  35. Jannik Sinner (Itália / tênis)
  36. Rishabh Pant (Índia / críquete)
  37. Smriti Mandhana (Índia / críquete)
  38. Christian McCaffrey (Estados Unidos / futebol americano)
  39. Jasprit Bumrah (Índia / críquete)
  40. VJ Edgecombe (Bahamas / basquete)
  41. Ilia Topuria (Espanha / MMA)
  42. Rayssa Leal (Brasil / skate)
  43. Myles Garrett (Estados Unidos / futebol americano)
  44. Cade Cunningham (Estados Unidos / basquete)
  45. Harry Kane (Inglaterra / futebol)
  46. Novak Djokovic (Sérvia / tênis)
  47. Alexia Putellas (Espanha / futebol)
  48. Max Verstappen (Holanda / automobilismo)
  49. Jared McCain (Estados Unidos / basquete)
  50. Devin Booker (Estados Unidos / basquete)

Como é feito o ranking da SportsPro?

Para elaborar a classificação de 2026, a SportsPro trabalhou em parceria com a consultoria NorthStar e reformulou seu modelo de avaliação. O sistema atribui até 100 pontos a cada atleta, distribuídos em três critérios: força da marca pessoal, com peso de 45 pontos; crescimento comercial atual, que vale até 40 pontos; e perspectiva de trajetória comercial futura, responsável pelos 15 pontos restantes.

“O mercado de patrocínio esportivo mudou e não se baseia mais apenas em visibilidade. Hoje, as marcas consideram fatores como a relevância, a eficiência de marketing, o engajamento e o potencial de conversão. Buscam atletas capazes de mover o ponteiro de negócios. A liderança de Aryna Sabalenka no ranking de 2026 é a prova disso. Mostra que milhões de seguidores ou o carisma isolado perderam espaço para estratégias de marca globais, estruturadas e de longo prazo. O que a levou ao topo não foi apenas o seu desempenho técnico em quadra, mas a inteligência estratégica na construção de um portfólio diversificado e altamente rentável”, explica Rafael Soares, especialista em gestão e marketing esportivo.

A análise considera 27 indicadores quantitativos e qualitativos relacionados à atratividade comercial dos esportistas. Foram avaliadas informações individuais e mais de 3 mil parcerias vigentes com marcas de diferentes setores.

O universo inicial da pesquisa reuniu 1.202 atletas de 70 modalidades. Desse grupo, 247 passaram por uma auditoria aprofundada antes da definição dos 50 nomes mais bem colocados.

O período de monitoramento compreendeu os dados registrados entre 1º de julho de 2025 e 30 de junho de 2026. Entre os critérios avaliados estão reputação pública, alcance digital, relacionamento com o público, evolução do interesse comercial e possibilidade de expansão para novos mercados.

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