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Quem são as filhas de Amyr Klink? História do navegador vira filme

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Quem são as filhas de Amyr Klink? História do navegador vira filme

O filme “100 Dias”, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (29), apresenta a história de uma das aventuras mais conhecidas do navegador Amyr Klink, 71: a travessia solitária do Atlântico Sul a remo, realizada em 1984.

Além da jornada no mar, a produção dirigida por Carlos Saldanha também aborda aspectos da vida pessoal do brasileiro.

Fora das telas, Amyr construiu uma família com Marina Bandeira, com quem se casou em 1996. Os dois são pais de três filhas: as gêmeas Tamara e Laura, nascidas em 1997, e a caçula Marina Helena, que nasceu em 2000.

As três tiveram uma infância diferente da maioria das crianças, marcada pelas viagens da família à Antártica e pelo contato direto com a natureza. A experiência influenciou as trajetórias delas e contribuiu para o interesse por temas como meio ambiente, fotografia, navegação e exploração.

Tamara Klink seguiu os passos do pai

A mais conhecida das três irmãs é Tamara Klink, 29, que seguiu a tradição familiar e se tornou navegadora, escritora e palestrante. Ela estudou arquitetura naval e terrestre na França e passou a realizar as próprias expedições.

Tamara ganhou destaque pelas travessias solitárias e por ter passado um inverno sozinha no mar congelado do Ártico, na Groenlândia. A experiência foi retratada no livro “Bom Dia, Inverno”, no qual aborda a viagem e os desafios enfrentados durante a expedição.

Ela também é autora de livros como “Nós, o Atlântico em Solitário”, “Mil Milhas” e “Férias na Antártica”. Além de relatar as aventuras, Tamara usa as redes sociais e palestras para discutir a fragilidade do clima e do gelo marinho.

Laura Klink é ligada à fotografia e ao design

Irmã gêmea de Tamara, Laura Klink também cresceu em contato com o mar e as regiões polares. Ela estudou design gráfico na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e tem interesse por escrita, fotografia e navegação.

As viagens feitas com a família ajudaram a desenvolver seu olhar para a natureza e a importância de preservá-la. Em relatos sobre as experiências na Antártica, Laura destacou os aprendizados que levaria para a vida, especialmente sobre a relação entre as pessoas e o meio ambiente.

Embora tenha seguido um caminho profissional diferente do da irmã, Laura compartilha com a família o interesse por histórias e iniciativas relacionadas à consciência ambiental.

Marina Helena é a caçula da família

Marina Helena Klink, nascida em 2000, é a filha mais nova de Amyr e Marina. Ela também passou parte da infância viajando com os pais e as irmãs para regiões polares.

Formada em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Marina Helena trabalhou como analista de private equity antes de direcionar os interesses para outras áreas. Ela também se dedicou à corrida e passou a participar de provas de longa distância, incluindo maratonas.

Marina Helena já destacou que as expedições em família ensinaram às três irmãs a trabalhar em equipe, ouvir e respeitar as diferenças. Para ela, cada viagem era uma oportunidade de aprender e compartilhar valores.

As viagens em família à Antártica

As expedições de Amyr e Marina com as filhas começaram quando as meninas ainda eram crianças. As gêmeas tinham 8 anos na primeira viagem em família à Antártica, enquanto Marina Helena completou 6 anos durante a travessia pelo Cabo Horn.

A ideia surgiu para que as meninas pudessem acompanhar o pai, que passava longos períodos fora de casa durante as viagens. Ao longo dos anos, a família retornou diversas vezes ao continente.

As filhas também compartilhavam o que viviam por meio de diários, fotografias e apresentações em escolas.

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