O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, voltou a criticar as condições do futebol brasileiro após o empate com o Santos, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além de reclamar do estado do gramado da Vila Belmiro, o português questionou a organização do calendário e cobrou maior união entre os clubes.
Abel também demonstrou preocupação com possíveis lesões na reta final da temporada.
Abel critica calendário e condições dos gramados
Ao falar sobre o calendário do futebol brasileiro, Abel ressaltou que a responsabilidade pela organização da modalidade não deve ser atribuída exclusivamente à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Para o treinador, os próprios clubes precisam se unir e buscar soluções conjuntas para melhorar o cenário.
“Só para ficar bem claro: a responsabilidade não é só da CBF. A responsabilidade é, primeiro, dos clubes, que são incapazes de se organizar, de sair do seu feudo, em torno do futebol brasileiro. Se os clubes brasileiros fossem realmente unidos e pensassem no futebol brasileiro… é uma pena”, afirmou.
O português também voltou a questionar as condições do gramado. Na avaliação do treinador, o assunto deveria receber mais atenção nas discussões sobre o futebol brasileiro, antes mesmo das análises sobre escalações e substituições.
“É uma pena, podemos cuidar do futebol brasileiro de outra forma, mas também é um desafio. Temos de vir jogar aqui neste estádio que é centenário, com um bom ambiente, nestas condições. É isso que vocês têm de falar, antes de falar das substituições e do onze inicial. Falem da qualidade do gramado. Como é que se pode correr?”, questionou.
Lesões no fim do Brasileirão
Abel também demonstrou preocupação com a possibilidade de perder jogadores por lesão na reta final do Campeonato Brasileiro. O comandante afirmou esperar que o departamento médico do Palmeiras não identifique novos problemas físicos após a partida contra o Santos.
“Felizmente, espero não chegar amanhã e o departamento médico não dizer que há alguma lesão. É inacreditável”, declarou.
O Palmeiras disputou praticamente todos os jogos possíveis na temporada, ficando de fora apenas das competições que não conquistou o direito de disputar: a Recopa e a Supercopa do Brasil.
Questionado sobre o risco de perder atletas neste momento decisivo, Abel destacou que o cenário também depende da sorte e relembrou os problemas enfrentados na temporada anterior.
“Isto tem muito a ver com sorte. No ano passado, no momento decisivo do campeonato, perdemos dois jogadores importantíssimos e tivemos as chamadas para as seleções. Neste preciso momento, perdemos dois jogadores determinantes para os nossos objetivos e tivemos jogadores que não pudemos usar porque foram para a data Fifa”, explicou.

