Mais de 900 relíquias da dinastia Premíslida, que deu origem à República Tcheca, foram reunidas em uma exposição, despertando a curiosidade de mais de 500 mil pessoas que foram ao Museu Nacional de Praga ver de perto objetos históricos dos tempos da Boêmia medieval e da Morávia, do final do século VIII ao início do século XIV, que estavam espalhados por quase 70 instituições.
A mostra, montada em quatro salas no piso térreo do Edifício Histórico, trouxe a narrativa de poder, ambição, conflitos familiares e um mundo em transformação, acompanhando a vida de príncipes e reis desde os primórdios lendários até o declínio da dinastia – e como isso teve influência nas terras checas e na Europa da época.
História revisitada

Os visitantes tiveram acesso ao sarcófago românico de São Longino, que provavelmente abrigou o corpo de um monarca – e foi exibido pela primeira vez fora de Vyšehrad; a Coroa Real de Środa Śląska, tecidos do túmulo de Santa Ludmila; as joias funerárias de Přemysl Otakar II; e o anel pessoal do antecessor, Přemysl Otakar I, que conseguiu estabelecer o título real hereditário e consolidar a posição das terras checas no complexo cenário da política europeia.
Religião, o surgimento de assentamentos e cidades fortificadas, o comércio, o artesanato, a arte e o conhecimento levam o espectador para o dia a dia da época através de joias, objetos litúrgicos, armas, moedas e tesouros monetários, livros e outras peças que documentam a transformação da sociedade. A coroa, o cetro e o orbe de Premisl II Otakar estão entre as peças mais impressionantes da exposição.
Iluminuras medievais e pinturas românicas da Rotunda de Znojmo, achados arqueológicos de fortificações Pemíslidas, o conflito entre Santa Ludmila e a nora Drahomíra e objetos litúrgicos do destino mortal do Príncipe Venceslau por conta de uma luta política fizeram parte do acervo, que ficou aberto à visitação de 24 de abril até o último dia 15 no Museu Nacional de Praga.
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