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Outubro Rosa: confira tudo o que você precisa saber sobre o câncer de mama

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Outubro Rosa: confira tudo o que você precisa saber sobre o câncer de mama

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil, com cerca de 66,54 casos para cada 100 mil brasileiras. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer de Mama), o país deve registrar 781 mil novos casos até 2028, o equivalente a 5 mil casos a mais por ano em relação ao ciclo anterior.

No entanto, apesar de ser uma doença comum, muitas mulheres não conhecem ou não sabem como ocorrem as formas de tratamento e prevenção contra a doença. A análise do Índice de Conscientização sobre a Saúde das Mamas 2026, feito pelo Instituto Natura e pela Avon, apontou que 44% das brasileiras estão nos níveis baixo ou muito baixos de informação sobre a saúde das mamas.

O tema ganha ainda mais alerta no Outubro Rosa, mês dedicado às campanhas de conscientização sobre o tema e, por isso, a CNN Brasil reuniu às principais dúvidas e respostas sobre o assunto.

Você pode acessar a tabela interativa ou ler os tópicos que aparecem a seguir.

Veja: 

Perguntas e respostas:

  • O que é o câncer de mama? 

Excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama feminino é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, segundo o Inca.

A doença ocorre quando células anormais da mama se multiplicam desordenadamente, formando um tumor que pode invadir outros órgãos.

Existem diferentes tipos de câncer de mama, com características e ritmos de evolução distintos. Alguns se desenvolvem mais rapidamente, enquanto outros progridem de forma mais lenta.

Quando diagnosticada precocemente e tratada de maneira adequada, a doença apresenta melhores perspectivas de tratamento e maiores chances de resultados favoráveis.

  • Qual o público-alvo? 

O público-alvo costuma ser mulheres no geral. No entanto, aquelas acima de 50 anos que tenham histórico familiar ou que já sofreram com outros tipos de câncer costumam ser as com maiores riscos.

Ao contrário do que se pensa, mulheres mais jovens e homens também podem ser atingidos pela doença, porém, geralmente correspondem a menor parcela dos casos.

  • Quais são os principais sintomas?

1. Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos;

2. Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual;

4. Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade;

5. Descarga papilar sanguinolenta unilateral (secreção com sangue de um único mamilo);

5. Mudança no formato do mamilo e retração na pele da mama;

6. Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos (Ferida ou irritação na pele do bico do seio que parece uma alergia ou micose, mas que não melhora com pomadas comuns);

7. Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral (Caroço que aparece e pode ser sentido em apenas uma das mamas);
Presença de linfadenopatia axilar (Ínguas ou caroços na axila); e

8. Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.

  • Consultas e exames reduzem o risco de desenvolver a doença?

Não. Segundo o Ministério da Saúde, o que reduz o risco deste câncer, assim como da grande maioria, são atividades físicas, peso corporal adequado e alimentação mais saudável. Evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas também é importante para a prevenção da doença.

No entanto, alguns outros fatores, como a genética e a idade avançada, ainda podem contribuir para o desenvolvimento do câncer de mama. Os exames, neste caso, são vistos como medidas de rastreamento e diagnóstico precoce, que ajudam a aumentar as chances de cura.

  • Quais fatores ou hábitos aumentam o risco?

O aumento da idade, o histórico familiar e o estilo de vida são alguns dos principais fatores para o desenvolvimento da doença. Além disso, alterações hormonais – principalmente relacionadas à menopausa – e a exposição à radiação ionizante e a certos produtos químicos, como agrotóxicos, benzeno, dioxinas e compostos orgânicos voláteis, também contribuem.

  • Quem pode realizar a mamografia?

O exame serve como um rastreamento e pode identificar até tumores em estágio inicial, quando ainda não são palpáveis.

O SUS oferece acesso gratuito e indica a mamografia para mulheres com idade entre 50 e 74 anos, a cada dois anos.

Por outro lado, mulheres com idade entre 40 e 50 anos e acima de 74 anos, sem sinais ou sintomas suspeitos, que desejarem realizar a mamografia de rastreamento por demanda também podem realizar desde que sejam orientadas por profissionais de saúde sobre os possíveis riscos e benefícios dessa prática.

Mulheres mais novas também podem realizar o exame gratuito no SUS, no entanto, mediante a sintomas.

  • Como realizar os exames? 

Para realizar os exames pelo SUS você precisa se dirigir à UBS (Unidade Básica de Saúde) e agendar uma consulta com um médico da família. O médico insere o pedido no sistema de regulação municipal ou estadual e você pode acompanhá-lo pelo aplicativo Meu SUS Digital. Você também pode agendar a mamografia pelo próprio app.

Além disso, durante todo o mês de outubro, instituições oferecem caminhões mamógrafos que oferecem os exames gratuitos. Você pode conferir a iniciativa de cada região aqui.

  • Posso ser tratada pelo SUS? O que a lei me assegura?

Sim. A “Lei dos 30 Dias” garante a realização de exames como a mamografia em até um mês após a suspeita de câncer de mama.

Já a “Lei dos 60 Dias” assegura o início gratuito do tratamento em até dois meses a partir do diagnóstico, mediante solicitação do médico responsável.

  • Como funciona o tratamento? 

O tratamento do câncer de mama pode envolver diferentes abordagens, que variam conforme o tipo de tumor, o estadiamento da doença e as características de cada paciente.

As opções incluem cirurgia, reconstrução mamária, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. 

  1. Cirurgia: Conservadora, quando é possível preservar parte da mama; ou Radical, quando há necessidade de remoção total
  2. Radioterapia: faz parte do tratamento locorregional dos tumores de mama. Suas indicações variam conforme o estágio da doença e o tipo de cirurgia realizada. O objetivo é eliminar possíveis células tumorais remanescentes e reduzir o risco de recidiva.
  3. Quimioterapia: Consiste na aplicação de remédios que podem ser administrados por diferentes vias — venosa, oral ou subcutânea —, de forma isolada ou combinada
  4. Hormonioterapia: também chamada de terapia hormonal ou terapia endócrina, ela é indicada quando o tumor apresenta positividade para os receptores hormonais de estrogênio (RE) e progesterona (RP), identificados pela imunohistoquímica.
  • É possível reconstruir a mama?

Sim. A reconstrução mamária é uma cirurgia plástica que restaura a mama após a retirada do tumor. O procedimento envolve tanto próteses colocadas para reconstruir o volume da mama, quanto a utilização de enxertos de gordura, pele ou músculo do próprio corpo para reconstruir o tecido mamário.

No SUS, o Ministério da Saúde instituiu, desde 2023, a ampliação do acesso à reconstrução mamária em caso de mulheres com diagnóstico de câncer de mama tratadas pelo sistema único.

A medida atinge mulheres com diagnóstico de câncer de mama submetidas à mastectomia total (radical ou simples) prévia ou aquelas com indicação de reconstrução mamária no mesmo ato cirúrgico.

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