Os contratos futuros da soja para entrega em janeiro fecharam a sessão desta segunda-feira (26) em queda de 1,26% nesta sessão na Bolsa de Chicago, cotados a US$ 12,52 por bushel.
Segundo a Granar, os preços recuaram pela terceira sessão consecutiva, após a commodity acumular duas semanas de perdas. O movimento foi influenciado pela previsão de condições climáticas favoráveis no cinturão produtor de soja e milho dos Estados Unidos, o que deve acelerar a etapa final da colheita e ampliar a oferta de grãos novos no mercado.
A média das estimativas de analistas privados para o relatório semanal de acompanhamento das safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontava avanço da colheita para 79% da área apta, ante 64% registrados na semana anterior.
No mercado cambial, a desvalorização do real frente ao dólar também contribuiu para pressionar as cotações internacionais do complexo da soja. Uma moeda brasileira mais fraca aumenta a competitividade do produto nacional no mercado externo e pode estimular os produtores a intensificarem as vendas, ampliando a oferta brasileira para exportação.
Milho
As cotações futuras do milho enceraram o pregão desta sessão em queda na bolsa de Chicago, em que o vencimento para dezembro recuou 0,22%, cotado a US$ 4,55 por bushel.
Segundo a Granar, o cereal estendeu o movimento negativo iniciado na sexta-feira e acumulou a quarta semana consecutiva de desvalorização, pressionado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos.
A expectativa é de que a safra norte-americana seja a segunda maior da história, ampliando a oferta do cereal no mercado internacional. De acordo com a Granar, os trabalhos de campo devem ganhar ritmo nos próximos dias, favorecidos pelas condições climáticas previstas para a maior parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos e pela conclusão gradual da colheita da soja, que permite aos produtores intensificar a retirada do milho das lavouras.
Dados do relatório de acompanhamento de safra do USDA mostram que a colheita de milho alcançou 59% da área apta, segundo a média das estimativas privadas citadas pela Granar. Na semana anterior, o índice era de 44%, indicando avanço de 15 pontos percentuais no período.
Trigo
O trigo encerrou o pregão em queda na bolsa de Chicago, com o contrato futuro para entrega em dezembro recuou 1,44%, cotado a US$ 6,16 por bushel. Segundo a Granar, os preços voltaram a cair nos mercados norte-americanos após o cereal registrar, na semana passada, a oitava semana consecutiva de perdas, a sequência negativa mais longa desde 1997.
A pressão sobre as cotações também está relacionada à atuação dos fundos de investimento, que seguem posicionados para vender contratos do cereal. Nesse cenário, especuladores apontaram a valorização do dólar frente ao euro como um fator de pressão adicional, já que a moeda norte-americana mais forte reduz a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional.
Em contrapartida, o câmbio favorece a competitividade do trigo da União Europeia, em um momento em que compradores internacionais procuram fornecedores alternativos para substituir cargas que não recebem da Rússia e da Ucrânia.
Outro fator negativo para os preços foi o desempenho dos embarques norte-americanos. De acordo com o relatório semanal de inspeção de exportações do USDA, os embarques de trigo somaram 183.824 toneladas, abaixo das 254.915 toneladas registradas no relatório anterior.
O volume também ficou abaixo das expectativas dos operadores do mercado, que projetavam embarques entre 300 mil e 550 mil toneladas. O resultado reforçou a pressão sobre as cotações em Chicago, em meio à combinação de dólar valorizado, vendas por fundos de investimento e desempenho mais fraco das exportações norte-americanas.

