O CDS (Credit Default Swap) de 5 anos do Brasil, um derivativo que protege contra calotes na dívida soberana, termômetro do risco-país, sobe 26% nesta segunda-feira (26) e opera em 151,7 pontos – na sexta-feira, estava em 120,2 pontos.
O indicador acompanhando a reprecificação dos ativos brasileiros com a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o maior patamar do índice desde junho de 2025.
Os estrategistas do Morgan Stanley avaliam que o CDS do Brasil pode subir 40 pontos, enquanto o dólar pode bater em R$ 6,00 se as pressões fiscais se intensificarem. A avaliação do banco americano, em relatório, é que o risco fiscal em alta ameaça ações, moeda e títulos de dívida do Brasil.
Ao fim do primeiro turno, com o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), preferido de boa parte do mercado financeiro, saindo na frente, o CDS chegou a cair para abaixo de 108 pontos, no menor nível em 6 anos.
Em seguida, o indicador começou a subir novamente, em meio às dúvidas eleitorais, com as pesquisas mostrando empate técnico, mas sem embutir nas cotações uma vitória de Lula, observa um gestor de fundo dedicado a emergente em Nova York.

