O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi parabenizado por quase todos os líderes sul-americanos após sua vitória nas urnas. A diplomacia aponta pragmatismo de mandatários de direita e vê o argentino Javier Milei, o único ainda em silêncio, isolado na região.
O Itamaraty já esperava o reconhecimento dos líderes sul-americanos e destaca a rapidez dos posicionamentos. O primeiro a parabenizar Lula foi o panamenho José Raúl Mulino, instantes após o resultado das urnas, seguido do paraguaio Santiago Peña.
Depois vieram os parabéns dos direitistas Daniel Noboa, do Equador, José Antonio Kast, do Chile, e Rodrigo Paz, da Bolívia. A principal dúvida pairava sobre o colombiano Abelardo de la Espriella, que foi às redes sociais e escreveu que apoiou Flávio Bolsonaro (PL), mas “o povo decide”.
Diplomatas brasileiros monitoram o governo Javier Milei, que segue sem se posicionar e promove reunião de gabinete nesta segunda-feira (26).
A avaliação no Itamaraty é que a vitória de Lula, acompanhada pelo amplo reconhecimento no continente, e a possibilidade de Donald Trump sair derrotado nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos enfraquecem a posição do argentino na região.
Mesmo antes das eleições, o governo brasileiro reiterava nos bastidores que vê espaço para a continuidade da agenda de cooperação mesmo com a “onda azul”. Mas reconhece que a pauta multilateral deve caminhar a passos mais lentos.

