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Estudo identifica novo subtipo de depressão ligado ao relógio biológico

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Estudo identifica novo subtipo de depressão ligado ao relógio biológico

Um estudo australiano publicado pela Cambridge University Press, na última semana, identificou um suposto subtipo da depressão e analisou seus impactos sobre remédios e hábitos no organismo. Chamada de circadiana, a doença está relacionada ao ciclo circadiano – um ritmo biológico do corpo que regula funções como sono, metabolismo e temperatura.

Ao todo, foram analisados dados genéticos de 11.380 pessoas. Deste total, cerca de 23% do grupo (2.604), sendo 80% mulheres e 20% homens, apresentavam características compatíveis com a classificação do subtipo.

Os resultados apontam que esses participantes não costumam responder com efetividade aos tratamentos com antidepressivos. Os pesquisadores sugerem, então, outras alternativas voltadas à regularização do sono e a exposição ao sol para a melhora da doença.

Os pacientes também relataram início de sintomas de depressão na juventude (18 anos contra 23 anos daqueles que não possuem o subtipo), experiências semelhantes à hipomaníacas e psicóticas, suicídio, sofrimento psicológico, ganho de peso (41%) durante episódios depressivos, entre outros.

Ter um subtipo circadiano também esteve associado a maiores riscos para transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, depressão e transtorno bipolar (12%).

Sintomas que indicam depressão cicardiana

Segundo os pesquisadores, os seguintes critérios podem estar relacionados ao subtipo da doença, principalmente no que diz respeito ao padrão do sono:

  1. Sazonalidade: sensibilidade às mudanças de estação do ano, apresentando padrões específicos de crises em diferentes épocas
  2. Hipersonia: dormir muito mais que o habitual durante crises
  3. Cansaço matinal: sensação de estar muito cansado ao acordar
  4. Dormir muito tarde: preferir horários tardios
  5. Jetlag social: desalinhamento entre horários de sono em dias úteis e de folga

Relação com antidepressivos

Para os pacientes com depressão circadiana, a repostas aos antidepressivos tradicionais com inibidores de serotonina e serotonina-noradetranalina são apontados como de menor eficácia.

Por essa razão, os pesquisadores sugerem direcionar o plano terapêutico para intervenções focadas na regulação do relógio biológico:

  • Fototerapia: exposição ao sol
  • Regularização do Sono: alinhamento nos horários de dormir e acordar
  • Hábitos saudáveis: dieta saudável e exercícios físicos.

Apesar de indicar a circadiana como um subtipo da depressão, ela ainda não está classificada com efetividade como um tipo de transtorno mental. Os cientistas sugerem que sejam feitas mais investigações para comprová-la.

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