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Açúcar cai 5,63% em Nova York sob influência do câmbio e safra brasileira

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Açúcar cai 5,63% em Nova York sob influência do câmbio e safra brasileira

O contrato futuro do açúcar com vencimento em março recuou 5,63% na Bolsa de Nova York e encerrou a sessão cotado a 19,10 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo análise do Barchart, a forte queda foi influenciada pela desvalorização de cerca de 9% do real brasileiro após o resultado das eleições presidenciais no fim de semana. A moeda brasileira mais fraca tende a estimular as exportações, pois permite aos produtores e comerciantes receber mais reais por cada dólar obtido com as vendas externas.

O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar e responde por aproximadamente 24% da produção global e mais da metade das exportações, de acordo com estimativas da OIA (Organização Internacional do Açúcar) e do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Por outro lado, dados da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), divulgados na sexta-feira anterior, mostraram que a produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil caiu 5,6% em agosto na comparação anual, para 7,089 milhões de toneladas.

As chuvas recentes no país também prejudicaram o andamento da colheita e das operações de moagem, fator que pode limitar a oferta e contrabalançar parte da pressão exercida pelo câmbio sobre as cotações internacionais.

Cacau

O contrato futuro do cacau com vencimento em dezembro encerrou a sessão na Bolsa de Nova York em queda de 1,82%, cotado a US$ 5.490 por tonelada.

Segundo análise do Barchart, as cotações foram pressionadas pela desvalorização de cerca de 9% do real brasileiro após o resultado das eleições presidenciais no fim de semana. A moeda brasileira mais fraca pode estimular as vendas externas, já que aumenta o valor recebido em reais pelos exportadores a cada dólar obtido com os embarques.

Embora tenha participação menor no mercado global em comparação com os países da África Ocidental e o Equador, o Brasil é o sétimo maior produtor mundial de cacau, com aproximadamente 4% a 5% da produção global, segundo estimativas da  ICCO (Organização Internacional do Cacau).

Outro fator de pressão sobre os preços foi o aumento dos estoques monitorados pela bolsa ICE. Os volumes vêm crescendo desde o início do ano e chegaram a 3.684.698 sacas na segunda-feira, o maior nível em dois anos e meio, de acordo com o Barchart. O avanço dos estoques reforça a percepção de maior disponibilidade do produto no mercado e contribui para pressionar as cotações.

Café

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café com vencimento em dezembro recuou 2,11% e encerrou a sessão cotado a US$ 3,00 por libra-peso.

Segundo análise do Barchart, a queda foi influenciada pela desvalorização do real brasileiro, que recuou cerca de 9% após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais realizadas no fim de semana, conforme o relato da plataforma. A moeda brasileira mais fraca favorece as vendas externas, pois permite aos exportadores receber mais reais por cada dólar obtido com os embarques.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, respondendo por cerca de 36% da produção global e entre 34% e 38% das exportações, de acordo com dados da OIC (Organização Internacional do Café) e do USDA.

Os estoques certificados da ICE apresentaram sinais distintos para o mercado. Os estoques de café arábica caíram para 225.610 sacas na segunda-feira, o menor volume em seis semanas e próximo da mínima de 27 anos, de 217.646 sacas, registrada em 15 de setembro.

Em contrapartida, os estoques de café robusta aumentaram nas últimas seis semanas e chegaram a 6.612 lotes na sexta-feira anterior, o maior nível em 13 meses, segundo o Barchart. A plataforma também informa uma queda para 2.607 lotes na segunda-feira, número que diverge da sequência apresentada e precisa ser confirmado antes da publicação.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro recuou 1,42% na Bolsa de Nova York, encerrando a sessão cotado a 79,06 centavos de dólar por libra-peso. Segundo análise do Profarmer, o preço ficou próximo da mínima do dia e atingiu o menor patamar das últimas três semanas.

O movimento foi influenciado por um rompimento técnico de baixa, após os contratos deixarem uma faixa de negociação lateral e perderem uma tendência de alta. As quedas nos mercados futuros de grãos também pressionaram as cotações da fibra.

Os investidores acompanham a divulgação dos relatórios semanais do USDA, que trazem informações sobre o andamento das safras.

De acordo com a World Weather Inc., o oeste do Texas e o sudoeste de Oklahoma devem registrar chuvas adicionais até sexta-feira, com novas precipitações previstas entre sábado e segunda-feira. O excesso de umidade pode prejudicar a qualidade da fibra e reduzir a produção em razão do apodrecimento das maçãs do algodão, estruturas que abrigam as fibras e as sementes.

A previsão indica um período mais seco entre 3 e 9 de novembro, o que pode favorecer o avanço da colheita. Nesse intervalo, parte do algodão que perdeu a coloração branca também poderá apresentar melhora na tonalidade. Já nas regiões de Blacklands, sul do Texas e Coastal Bend, pancadas de chuva e trovoadas previstas para as próximas duas semanas devem atrasar os trabalhos restantes. Apesar disso, grande parte da safra dessas áreas já deve ter sido colhida.

Suco de laranja

O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em janeiro encerrou a sessão na Bolsa de Nova York em alta de 1,58%, cotado a US$ 1,44 por libra-peso.

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