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À CNN, Sidônio nega pressão e defende fim das bets após vitória de Lula

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
À CNN, Sidônio nega pressão e defende fim das bets após vitória de Lula

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, negou à CNN Brasil ter sofrido pressão durante a campanha eleitoral e defendeu a proibição das apostas on-line, as chamadas bets, após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

“Eu não fui pressionado em nenhum momento”, afirmou Sidônio em entrevista à CNN Brasil após o resultado.

O ministro também negou que sua relação com Lula tenha sido afetada pelas críticas à condução da campanha. “Minha relação com o presidente é a mesma, desde o primeiro turno, no segundo. E durante o período que eu estou como ministro”.

Ao comentar a vitória, Sidônio atribuiu o resultado ao trabalho de Lula no governo e afirmou que a campanha enfrentou adversários dentro e fora do país.

“Enfrentamos a todos. Meta, Trump, tarifaço, ‘Bolsonaros’ querendo entregar o país. O povo entendeu e quis dar a vitória ao presidente Lula”, declarou.

O ministro também associou o resultado eleitoral a pautas sociais e econômicas defendidas pelo presidente, como a escala de trabalho 5×2, a tarifa zero no transporte público e o financiamento para microempreendedores individuais (MEIs).

“Hoje é a vitória da escala 5×2, dois dias de tarifa zero, financiamento pros MEIs. Tudo isso que representa o momento”, afirmou.

Sidônio defende proibição das bets

Questionado sobre relatos de que teria sugerido a Lula proibir as apostas on-line, Sidônio confirmou que a proposta foi atribuída a ele e defendeu sua posição.

“Disseram que eu sugeri ao presidente proibir as bets. E tava certo”, afirmou.

O ministro também negou ter sentido pressão por causa da discussão.

“Eu não senti nenhuma pressão pra mim. Acho que a imprensa que deu. Não sei de onde veio.”

As declarações ocorrem após notícias sobre críticas de integrantes do PT (Partido dos Trabalhadores) à estratégia de comunicação da campanha depois do resultado do primeiro turno.

Na ocasião, interlocutores do partido apontaram Sidônio como responsável por parte dos problemas eleitorais e houve relatos de insatisfação com o marketing. O ministro, porém, afirmou que não sofreu pressão e que sua relação com Lula não mudou.

Sidônio concluiu dizendo que pretende continuar ao lado do presidente e defendeu que o governo mantenha o foco na população brasileira.

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