O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que os sistemas eleitorais estão “prontos, autênticos e blindados contra qualquer ingerência indevida”. A declaração foi feita durante a Cerimônia de Verificação da Integridade e Autenticidade dos Sistemas Instalados no TSE, realizada em Brasília, que antecede o segundo turno das eleições de 2026.
Aberta ao público, a cerimônia confirma que os programas instalados no Tribunal são os mesmos que foram inspecionados pelas entidades fiscalizadoras, assinados digitalmente e lacrados.
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Segundo o ministro, a checagem das assinaturas digitais e dos resumos criptográficos mostrou que os arquivos em operação correspondem aos sistemas oficiais compilados e lacrados na Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais.
Nunes Marques declarou que “nenhuma linha de programa” foi alterada, omitida ou acrescentada.
De acordo com o presidente da Corte, o ato é o desfecho de um processo iniciado em 2 de outubro de 2025, com a abertura do Ciclo de Transparência Democrática, quando os códigos-fontes foram disponibilizados para fiscalização por partidos políticos e outras entidades.
Nunes Marques também destacou o papel dessas entidades, que subscreveram os relatórios técnicos da cerimônia.
“Quando as instituições da República se unem para auditar, conferir e atestar a autenticidade dos sistemas, é a própria confiança pública que se fortalece, esvaziando narrativas desinformadoras e consolidando a estabilidade das nossas instituições republicanas”, afirmou.
Em mensagem ao eleitorado, o presidente do TSE disse que, ao pressionar a tecla “CONFIRMA”, o eleitor pode ter certeza de que o voto será registrado, preservado e totalizado “com total integridade e transparência”.
Os sistemas das Eleições 2026 foram assinados digitalmente e lacrados em 4 de setembro, quando foi concluído o desenvolvimento dos programas que serão utilizados no pleito.
Na ocasião, os sistemas foram assinados por representantes do TSE, da OAB/DF (Ordem dos Advogados do Brasil do DF), do Ministério Público Federal e do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia).

