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Estudantes protestam na Grécia contra condições na educação e custo de vida

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Estudantes protestam na Grécia contra condições na educação e custo de vida

Milhares de estudantes na Grécia foram às ruas de Atenas nesta quarta-feira (21), acompanhados por professores, para exigir melhores condições na educação e somar suas vozes aos protestos que ocorrem por toda a Europa.

Os alunos reuniram-se em frente à Universidade de Atenas, no centro da capital, e marcharam até o prédio do Parlamento, nas proximidades.

Cerca de 3 mil policiais foram mobilizados para acompanhar o protesto, enquanto estações de metrô ao longo do trajeto permaneceram fechadas.

Estudantes universitários reivindicam mais auxílio governamental e moradia estudantil gratuita para enfrentar o aumento do custo de vida — que inclui aluguéis e gastos com material acadêmico —, ao passo que alunos do ensino médio pedem mais verbas para melhorar as condições nas escolas.

Professores, que também participaram dos atos, cobraram melhores salários.

A mobilização na Grécia ocorre na esteira de protestos em outros países europeus, como França, Albânia e Itália.

Na França, semanas de manifestações contra o aumento do custo de vida e a deterioração dos serviços públicos tornaram-se violentas no fim de semana, com episódios de saques e vandalismo.

Após protestos, França promete presença policial “massiva” no fim de semana

As autoridades francesas prometeram uma presença policial “massiva” para os protestos planejados para sábado (24) e impuseram toques de recolher localizados pelo segundo dia consecutivo, enquanto o país lida com as consequências dos piores distúrbios vistos em anos.

As medidas ocorrem após protestos relacionados à educação e ao custo de vida terem se transformado, no fim de semana, em uma onda de violência letal por todo o país — cenário que desencadeou uma troca de acusações no campo político interno e ameaça se espalhar para países vizinhos na Europa.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que os “toques de recolher pontuais” ajudaram a manter a calma durante a noite de segunda (19) para terça-feira (20). Ele admitiu que os serviços de inteligência falharam ao identificar a gravidade da situação e reconheceu que as estratégias de segurança adotadas anteriormente eram estáticas demais.

A polícia de Paris anunciou um toque de recolher noturno, a partir das 23h de terça-feira, nas áreas mais afetadas — nos arredores da Place de la République e de Les Halles. Outras cidades, incluindo Bordeaux e Lille, também vão adotar a medida.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, declarou aos parlamentares na Assembleia Nacional que lamenta profundamente a violência ocorrida no fim de semana e assumiu parte da responsabilidade, ao mesmo tempo em que apontou o papel de opositores políticos e dos envolvidos nos atos de destruição.

A UNEF, principal sindicato estudantil da França, convocou novos protestos para sábado e afirmou que o movimento não cessará até que suas reivindicações sejam atendidas. A CGT, uma das maiores centrais sindicais do país, informou que participará das manifestações, defendendo que elas sejam pacíficas.

Os toques de recolher foram implementados após a prisão de mais de 2 mil pessoas no último fim de semana. O saldo inclui pelo menos duas mortes e relatos de ferimentos graves — incluindo duas pessoas que perderam as mãos.

A polícia utilizou gás lacrimogêneo contra as multidões e entrou em confronto com manifestantes encapuzados e vestidos de preto, que atearam fogo a diversos locais e invadiram milhares de lojas e prédios públicos.

Entenda os protestos estudantis que se espalharam por toda a França

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