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AT&T lucra mais que o esperado no 3º trimestre e eleva projeção anual

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
AT&T lucra mais que o esperado no 3º trimestre e eleva projeção anual

A AT&T teve lucro ajustado por ação de US$ 0,65 no terceiro trimestre, acima do consenso de analistas consultados pela FactSet (US$ 0,60).

A receita do período avançou 5,3% em relação a um ano antes, para US$ 32,3 bilhões, também superando a estimativa do mercado (US$ 31,69 bilhões).

Em balanço divulgado nesta quarta-feira, a empresa elevou sua projeção para 2026, citando o crescimento contínuo de clientes de telefonia pós-paga e internet.

A companhia ampliou as adições no pós-pago no período e registrou um recorde de novos clientes – residenciais e corporativos – em seus serviços de internet. Com isso, lucro ajustado e receita ficaram acima das estimativas de Wall Street.

“Estamos ampliando relacionamentos valiosos com clientes à medida que mais casas e empresas escolhem a AT&T para todas as suas necessidades avançadas de conectividade, tanto de internet quanto de mobilidade”, disse o presidente-executivo John Stankey.

Para o ano, a AT&T passou a projetar lucro ajustado por ação de cerca de US$ 2,40, acima da faixa anterior, de US$ 2,25 a US$ 2,35. Analistas consultados pela FactSet projetam US$ 2,34.

A empresa manteve a projeção de investimentos de capital entre US$ 23 bilhões e US$ 24 bilhões em 2026, mas sinalizou que o patamar deve diminuir mais adiante, ao indicar uma faixa de US$ 22 bilhões a US$ 23 bilhões por ano em 2027 e 2028.

No trimestre, o lucro por ação de operações continuadas foi de US$ 0,13, ante US$ 1,29 um ano antes.

O resultado foi pressionado por uma baixa contábil sem efeito caixa ligada ao negócio de telefonia móvel no México – que a companhia planeja vender – e por custos de desligamento de funcionários.

No mesmo período do ano anterior, o desempenho foi favorecido por um ganho com a venda de uma participação na DirecTV.

As vendas do segmento de conectividade avançada subiram 7,2%, para US$ 29,48 bilhões, impulsionadas pelo avanço de assinantes de serviços móveis no varejo em categorias ainda pouco exploradas e em contas convergentes, além de reajustes de preços, parcialmente compensados por descontos.

As receitas legadas caíram 25%, para US$ 1,52 bilhão, refletindo menor demanda à medida que a empresa desativa sua rede baseada em cobre.

Na América Latina, a receita cresceu 13%, para US$ 1,24 bilhão.

Na semana passada, a AT&T anunciou acordo para vender seu negócio de telefonia móvel no México – que compõe todo o segmento latino-americano – à Grupo Televisa e à Fintech Holdings, por US$ 2 bilhões em caixa no fechamento.

Em termos operacionais, a AT&T adicionou 379 mil assinantes líquidos de telefonia pós-paga no trimestre, praticamente em linha com a estimativa do mercado. A taxa de cancelamento foi de 0,9%.

A empresa também somou 769 mil clientes – residenciais e corporativos – em internet, um recorde trimestral, incluindo 442 mil em fibra óptica e 327 mil em internet fixa sem fio.

Os números são divulgados em meio ao avanço da SpaceX como potencial competidora das grandes operadoras.

A empresa de Elon Musk assinou no mês passado um acordo de US$ 8 bilhões para comprar licenças de espectro celular da gestora Grain Management e afirmou que pretende expandir o Starlink para além da banda larga, movimento que pode elevar a concorrência com AT&T, Verizon e T-Mobile.

Às 7h54 (de Brasília), as ações da AT&T caíam 2,1% no pré-mercado de Nova York.

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