O presidente Donald Trump apresentou uma visão sombria de um Congresso controlado pelos democratas durante um evento em Kansas, na noite de segunda-feira, alertando os eleitores de que terão de escolher entre os democratas “radicais”, que, segundo ele, destruirão os Estados Unidos, e a continuidade do que costuma chamar de “era de ouro”.
“Os americanos vão se levantar e declarar que defenderemos nossa cultura; protegeremos nossa civilização; preservaremos nossa religião, nossos valores e nossa herança; e nunca deixaremos que nossa nação seja conquistada ou destruída por pessoas que nos odeiam”, disse Trump durante um comício em Park City, Kansas.
“Votar em qualquer Demo-crata neste ano é votar para permitir que esse pequeno e perigoso grupo de extremistas mantenha todos nós reféns nos Estados Unidos. Eles não vão nos manter reféns”, afirmou Trump mais tarde.
Ele também usou os distúrbios na França como instrumento para incitar o medo, alegando que os democratas vão “destruir tudo” se chegarem ao poder.
“Quando vocês virem campanários em chamas e incêndios violentos na França, lembrem-se de que é isso que os democratas radicais querem fazer com os Estados Unidos”, disse Trump, argumentando que os democratas acabariam com os avanços que ele acredita ter conquistado em seu segundo mandato.
“Conquistamos mais em dois anos do que qualquer outra Presidência na história do nosso país. Mas agora os democratas da esquerda radical querem destruir tudo. Querem acabar com tudo. Pensem na França. Pensem no que estamos testemunhando”, disse Trump.
Trump voltou a pedir aos eleitores que agissem como se ele próprio estivesse na cédula eleitoral, numa tentativa de aumentar o comparecimento às urnas, e projetou vitórias republicanas na Câmara dos Representantes e no Senado.
“A era de ouro dos Estados Unidos está chegando. Mas vocês precisam sair de casa. Precisam votar nos republicanos. Não podemos deixar que essas pessoas tirem isso de nós”, afirmou.
Em campanha ao lado do senador republicano por Kansas Roger Marshall, Trump disse que Marshall “é tudo o que existe entre o povo de Kansas e os comunistas que controlariam o Senado dos Estados Unidos”.
Sobre o adversário de Marshall na disputa pelo Senado, Adam Hamilton, pastor democrata, Trump disse: “Ele não compartilha nossas opiniões, não tem nossos valores. […] Ele não age como um pastor.”
Como funciona o sistema eleitoral dos Estados Unidos para as Midterms?

