A série “Carrie, a Estranha”, dirigida por Mike Flanagan (“A Maldição da Residência Hill”), estreou no Prime Video no dia 7 de outubro. Desde então, os fãs da história têm feito muitas comparações entre o livro de Stephen King e o filme de Brian de Palma, lançado em 1976 e estrelado por Sissy Spacek.
Saiba a seguir quais são as principais diferenças entre o filme e a nova série:
Aviso de spoiler: este texto contém spoilers sobre a nova série “Carrie, A Estranha”.
Estilo documental
No filme de Brian de Palma, a história de Carrie (Summer H. Howell) é mostrada de forma linear, mostrando desde o momento que ela sofre o ataque das meninas no vestiário até a destruição da casa.
Na série de Mike Flanagan, a história é contada por meio de recortes de notícias, depoimentos policiais e narrações, assim como o estilo adotado por Stephen King para relatar a trama.
Tecnologia e internet
Em 1976, ainda não existia internet, e apesar do filme de 2013 já ter o uso da tecnologia para complementar a trama, a série possui muito mais o uso da web nos ataques contra Carrie.
Chris Hargensen (Alison Thornton) cria a conta “Carrie Red” nas redes sociais para atormentar a vida da adolescente.
Morte do pai
Nos livros e no primeiro filme, o pai de Carrie morre antes do nascimento dela em um acidente. Na série, ela é criada e educada em casa pelo homem.
Quando ele morre, a jovem é assombrada pelo passado e pelos traumas gerados por Ralph (Tahmoh Penikett).
Falta de apoio na escola
Enquanto no primeiro filme Carrie recebe o apoio da professora Collins (Betty Buckley), na série, a adolescente lida com a falta de assistência dentro da instituição onde estuda.
O diretor Henry Grail (Matthew Lillard) lida com uma forte pressão burocrática dentro da escola, enquanto a professora Rita Desjardan (Amber Midthunder) se preocupa mais com a própria reputação do que com a aluna.

Profundidade dos vilões
Chris Haargensen é apenas uma adolescente mimada e malvada na obra de Brian de Palma, enquanto nos episódios da série do Prime Video a jovem lida com a pressão dos pais divorciados e problemas financeiros.
O namorado dela, Billy Nolan (Arthur Conti), é um ex-aluno traficante, mais velho que companheira, enquanto nas versões anteriores ele também é estudante.
Proteção da mãe
Margaret White (Samantha Sloyan) é uma mãe extremamente protetora, que confunde os conceitos de amor e liberdade em relação à própria filha. Ela chega a usar as redes sociais para defender Carrie na série.
No livro e no primeiro filme, a mulher é apenas uma fanática religiosa que reflete na jovem tudo o que tem medo.
Nova amiga
A nova série de Mike Flanagan possui um plot original com o surgimento de Emaline (Thalia Dudek), uma nova amiga que ajuda Carrie a desenvolver seus poderes telecinéticos.
Durante os episódios, fica no ar a dúvida se a adolescente é real ou apenas fruto da imaginação de Carrie.
Final
No longa de 1976, Margareth morre após levar facadas e tesouradas da filha. Na nova série, seu coração é parado por meio de telecinese, assim como acontece no livro, e Carrie sobrevive, diferentemente das obras anteriores.
A cidade também lida com a destruição dos poderes telecinéticos, enquanto no primeiro filme apenas a escola é impactada pelo ódio da paranormal.

