O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (19) que está aberto a participar de uma reunião trilateral com o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente russo, Vladimir Putin, e que o encontro poderia ter como foco a desnuclearização.
“Nós a realizaríamos para conversar sobre armas nucleares e desnuclearização”, disse Trump ao ser questionado por repórteres do lado de fora da Casa Branca.
“Se o presidente Xi quiser realizá-la, eu a realizarei”, acrescentou.
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A afirmação de Trump acontece após o Kremlin informar que os três presidentes poderiam realizar uma reunião à margem da cúpula da Apec, e que essa possibilidade surgiu em negociações.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, fez o comentário após ser questionado sobre uma reportagem do Wall Street Journal que afirmava que Putin havia proposto tal encontro para discutir como pôr fim ao conflito na Ucrânia.
“Considerando que os três chefes de Estado podem, potencialmente, participar da cúpula na China, o assunto dessa hipotética reunião foi de fato levantado. Foi levantado, mas nenhuma proposta ou acordo específico foi discutido ou apresentado por ninguém, seja em relação à reunião em si, seja à possível pauta e ao conteúdo dessa reunião”, disse Peskov.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, criticou a ideia de tal cúpula.
“Uma reunião trilateral entre os líderes da Ucrânia, dos EUA e da Rússia poderia ajudar a pôr fim à guerra mais cedo. Uma reunião trilateral entre os líderes da Rússia, da China e dos EUA teria exatamente o efeito oposto: encorajaria Putin a continuar essa guerra”, afirmou ele no X.
Peskov, que disse aos repórteres em uma teleconferência diária que os EUA continuam seus esforços de mediação para resolver o conflito e que a Rússia valoriza esses esforços, afirmou que era óbvio que a Ucrânia precisaria estar envolvida em qualquer acordo de paz definitivo.
“É claro que um acordo final é impossível sem a participação de alguém em Kiev que esteja disposto a assumir a responsabilidade”, disse ele.
As últimas negociações de paz mediadas pelos EUA ocorreram em fevereiro, antes de os Estados Unidos e Israel iniciarem uma guerra contra o Irã. A Ucrânia e a Rússia continuam tão distantes quanto sempre estiveram no que diz respeito aos termos de qualquer possível acordo de paz.

