A famosa varejista de brinquedos Ri Happy apresentou, no último domingo (18), um pedido de homologação de plano de recuperação extrajudicial para renegociar uma dívida superior a R$ 827,4 milhões.
Atualmente, o grupo é controlado pela BluSun Capital Partners, e possui mais de 300 lojas entre franquias e operações próprias. Segundo o documento oficial apresentado, essa é a maior varejista de brinquedos do Brasil.
Além da marca principal, o pedido foi realizado junto a outras empresas do grupo, como a também varejista PBKids Brinquedos, Partout Administração de Franquias e Bens, News Toys Comércio Fistribuição e Importação, Brincar Marcas e Participações e DRH Casa de Festa.
De acordo com a empresa, “o Grupo Ri Happy passa pela necessidade de reestruturação ordenada de seu passivo, diante de uma série de fatores econômico-financeiros e mercadológicos que afetou suas atividades e, por consequência, sua capacidade de fazer frente à dívida abrangida neste procedimento”. Nessa linha, a reestruturação se fez necessária.
Entre os pontos que justificam a crise financeira, estão o efeitos da pandemia e restrições às lojas físicas, efeitos macroeconômicos, alavancagem financeira, alta de juros e restrição do acesso dos consumidores ao crédito.
A empresa ainda cita a concorrência externa, como a entrada de produtos asiáticos a menor custo por plataformas como Shopee e AliExpress; a alta carca tributária e o efeito em cadeia no mercado de varejo.
A maior loja de brinquedos do Brasil
A Ri Happy, já parte do imaginário de muitos brasileiros nascidos entre os anos 1990 e 2000, surgiu em 1998 com sua primeira loja física inaugurada na cidade de São Paulo.
Quase 30 anos depois, a empresa possui 204 lojas próprias e 88 lojas sob o regime da franquia, que juntas empregam diretamente mais de 2,6 mil pessoas. A receita líquida média do grupo é de R$ 1,2 bilhão por ano.
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