No zoológico do CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva) vive uma das onças mais velhas do mundo e a recordista absoluta entre todos os animais de sua espécie em cativeiro. Guardião, um macho de 25 anos e 204 dias, teve sua longevidade reconhecida pelo Guinness World Records em 9 de junho.
Em 31 de março, o felino já havia ganhado uma festinha de aniversário com direito a bolo carnívoro. Ele vive nas instalações do CIGS em Manaus, Amazônia, desde 2007, quando foi resgatado.
Já idoso, Guardião exige cuidados frequentes e minuciosos, mas a equipe responsável o considera saudável e ativo.
Indivíduos da espécie Panthera onca, ou onças-pintadas, costumam viver entre 10 e 15 anos na natureza. Não é típico que uma onça selvagem sobreviva por mais de 13 anos, embora existam registros de um macho que chegou aos 20 anos.
Em cativeiro, a expectativa de vida sobe para até 20 anos. Ainda assim, a longevidade de Guardião é notável e foi conquistada ao longo de quase duas décadas de trabalho veterinário.
A bióloga do CIGS, primeiro-tenente Eliane Carvalho, explica que a onça e outros animais do zoológico são mantidos por uma equipe de veterinários, biólogos e tratadores. As atividades vão desde exames médicos periódicos e alimentação diária até enriquecimento ambiental e acompanhamento de rotina.
Já são 19 anos de vida no zoológico desde sua chegada. Desde 2020, quando o macho com quem convivia morreu, Guardião vive sozinho em seu recinto. Ele toma banhos de sol, recebe quatro refeições diárias e, a cada três meses, passa por um check-up médico completo.
Mesmo aos 25 anos, Guardião é saudável e mantém comportamentos característicos da espécie, como caminhar pelo recinto, nadar e utilizar estruturas elevadas.
Centro de Instrução de Guerra na Selva
Seus dentes e articulações, com desgaste natural da idade, recebem atenção especial. Sua alimentação é adaptada para a dentição comprometida e suplementada para proteger os ossos e cartilagens. “Em razão da idade avançada, a equipe procura minimizar procedimentos que possam representar riscos desnecessários, realizando parte das avaliações sem a necessidade de contenção química”, acrescenta a publicação do Exército.

