A atriz e cantora Lua Blanco, conhecida por interpretar Roberta Messi em “Rebelde”, morreu aos 39 anos, no último domingo (18) por complicações de um câncer de intestino. O tumor é um dos mais comuns do mundo, sendo o terceiro mais incidente no Brasil.
Também chamado de colorretal, a doença abrange os tumores que se iniciam no intestino grosso (cólon ou reto) que são as partes finais do sistema digestivo. Elas desempenham um papel importante na absorção da água, dos sais minerais e na formação das fezes.
No Brasil, o Inca (Instituto Nacional do Câncer) calcula 53.810 casos por ano entre 2026 e 2028, sendo 26.270 em homens e 27.540 em mulheres. O número representa um aumento de 18% em relação ao triênio 2023-2025.
Com o aumento dos casos, também há um acréscimo no número de mortes. Estimativas do Inca apontam um aumento de quase 3 vezes nas mortes até 2030.
O que é o câncer de intestino?
Segundo o Inca, o câncer de intestino é uma doença heterogênea e multifatorial, que se desenvolve predominantemente a partir de mutações genéticas no pólipos, lesões benignas. Na colonoscopia, os médicos podem identificar e retirá-los, impedindo que a doença avance.
Sinais de alerta
Nos estágios iniciais, o câncer de cólon pode não apresentar sintomas. Quando aparecem, os sinais mais comuns são:
- sangue nas fezes;
- alteração do hábito intestinal (diarreia e/ou prisão de ventre);
- dor, cólica ou desconforto abdominal;
- fraqueza e anemia;
- perda de peso sem causa aparente;
- alteração na forma das fezes (fezes muito finas);
- sensação de evacuação incompleta;
- massa (tumoração) abdominal palpável, aumento do volume
- abdominal, aparecimento de hérnias da parede abdominal.
Nenhum desses sintomas é exclusivo de câncer, mas todos merecem investigação se persistirem.
Fatores de risco
Os principais fatores de risco são:
- Inatividade física;
- Excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade)
- Alimentação pobre em frutas, vegetais e outros alimentos que contenham fibras.
- Consumo de carnes processadas, comumente conhecidas como embutidos (salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame, entre outras) e a ingestão excessiva de carne vermelha (acima de 500 gramas de carne cozida por semana) também aumentam o risco para este tipo de câncer.
Outros fatores relacionados à maior chance de desenvolvimento da doença são histórico familiar de câncer de intestino, história pessoal de câncer de intestino, ovário, útero ou mama, além de tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.
Diagnóstico e tratamento
Quando detectado de forma precoce, o câncer apresenta mais chances de cura. O diagnóstico é feito por meio de biópsia, mas também existe exames de rastreamento para identificar a possibilidade de desenvolver a doença.
Já o tratamento depende do estágio do tumor e de sua localização. Podem ser utilizados:
- Radioterapia (uso de radiação)
- Quimioterapia (uso de medicamentos).
- A retirada (ressecção) de parte do intestino que contém o tumor pode implicar na realização de um estoma (colostomia ou ileostomia) – procedimento que cria uma abertura no intestino e faz com que o paciente tenha que utilizar uma bolsa coletora externa
Quando a doença está espalhada, com comprometimento de outros órgãos (metástases), como o fígado ou pulmão, as chances de cura são menores.
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